Configurando a placa de som no Toshiba A135-S4527

Setembro 8th, 2008

Desde que troquei meu notebook pro satellite135.jpgToshiba A135-S4527, o jack do fone de ouvido sequer funcionava.
Procurei bastante na internet, mas o máximo que consegui foi fazer com que o jack do headset funcionasse, mas os speakers continuavam tocando.
Após muito, mas muito tempo, resolvi procurar novamente, e acabei descobrindo uma pequena opção extra que faz o que eu sempre quis: Deixar os speakers mudos enquanto o headset está ligado.

As dicas que seguem funcionam somente em Debian, e provavelmente em Ubuntu ou outras distros baseadas em Debian.

Tudo o que precisa fazer é adicionar a seguinte configuração em /etc/modprobe.d/alsa-base:
options snd-hda-intel position_fix=1 model=lenovo

Depois de definir essa configuração e reiniciar os módulos de audio o headset funcionou quase perfeitamente, exceto pelo fato de que quando eu diminuia o volume completamente e depois aumentava, o speaker começava a tocar, daí eu precisava remover e recolocar o headset no jack.

Mas vasculhando o mixer do GNOME, descobri que basta deixar o Front-speaker mudo.

Segue screenshot:
Mixers

Tim Web em Acer Aspire 5720-6497 utilizando o Ubuntu 8.04

Agosto 22nd, 2008

Fiquei bem curioso a respeito da tecnologia 3G e sua usabilidade. Após uma certa reluta, acabei adquirindo o Minimodem Onda MSA501HS da Tim.
Para quem está costumado com alguns megas de banda, aconselho visitar o site da operadora e consultar os planos e localidades, pois a frequência ainda não chega a tanto, o que é óbvio. Porém para quem no máximo faz um streamer no youtube e consulta um pouco de documentação, está muito bom.
Após pesquisar um pouco, encontrei tutoriais que falharam, e alguns que me ajudaram a configurar e entender o funcionamento da conexão. O grande lance(e o que estava me deixando cansado) era fazer com que o Ubuntu reconhecesse o minimodem como modem e não como um disco. E como fazer isso ?? Através do udev. Ao iniciar o sistema o udev procura no /sys que dispositivos foram encontrados pelo Kernel e os adiciona /dev. O daemon continua rodando para adicionar novos dispositivos assim que estes aparecerem. O diretório das regras onde adicionamos arquivos de texto para dizer o que queremos fazer com cada dispositivo que é adicionado ao sistema é o /etc/udev/rules.d. Para saber mais, acompanhe aqui.
Voltando ao Minimodem, antes de plugá-lo ao seu computador, baixe o módulo usb_modeswitch e seu arquivo de configuração, colocando-os em seus respectivos diretórios. Instale também o wvdial.
Assim que fizer isso, crie esta regra em etc/udev/rules.d e salve-a como 10-onda-msa501hs.rules

ACTION!=”add”, GOTO=”ONDA_End”
# Is this the ZeroCD device?
SUBSYSTEM==”usb”, SYSFS{idProduct}==”2000″,
SYSFS{idVendor}==”19d2″, GOTO=”ONDA_ZeroCD”
# Is this the actual modem?
SUBSYSTEM==”usb”, SYSFS{idProduct}==”0001″,
SYSFS{idVendor}==”19d2″, GOTO=”ONDA_Modem”
LABEL=”ONDA_ZeroCD”
# This is the ZeroCD part of the card, change
# the usb_modeswitch kernel module to the
# right vendor e product
RUN+=”/usr/sbin/usb_modeswitch -d 1 -v 0×19d2 -p 0×2000 -V 0×19d2 -P 0×0001″
LABEL=”ONDA_Modem”
# This is the Modem part of the card, let’s
# load usbserial with the correct vendor
# and product ID’s so we get our usb serial devices
RUN+=”/sbin/modprobe usbserial vendor=0×19d2 product=0×0001″,
MODE=”660″, GROUP=”tty”
LABEL=”ONDA_End”

Agora plugue o minimodem esperando alguns segundos. Acompanhe esse movimento pelo:
sudo tail -f /var/log/messages (assim que plugar o modem), onde você terá algo parecido com:

Aug 22 21:13:33 Ermac kernel: [ 2120.239704] usb 3-1: new full speed USB device using uhci_hcd and address 6
Aug 22 21:13:33 Ermac kernel: [ 2120.247767] usb 3-1: configuration #1 chosen from 1 choice
Aug 22 21:13:33 Ermac kernel: [ 2120.249655] scsi7 : SCSI emulation for USB Mass Storage devices
Aug 22 21:14:02 Ermac kernel: [ 2122.529425] usb 3-1: USB disconnect, address 6
Aug 22 21:14:08 Ermac kernel: [ 2122.666821] usb 3-1: new full speed USB device using uhci_hcd and address 7
Aug 22 21:14:08 Ermac kernel: [ 2122.672047] usb 3-1: configuration #1 chosen from 1 choice
Aug 22 21:14:08 Ermac kernel: [ 2122.673853] usbserial_generic 3-1:1.0: generic converter detected
Aug 22 21:14:08 Ermac kernel: [ 2122.673988] usb 3-1: generic converter now attached to ttyUSB0
Aug 22 21:14:08 Ermac kernel: [ 2122.703560] usbserial_generic 3-1:1.1: generic converter detected
Aug 22 21:14:08 Ermac kernel: [ 2122.703657] usb 3-1: generic converter now attached to ttyUSB1
Aug 22 21:14:08 Ermac kernel: [ 2122.705896] usbserial_generic 3-1:1.2: generic converter detected
Aug 22 21:14:08 Ermac kernel: [ 2122.705958] usb 3-1: generic converter now attached to ttyUSB2

Para verificar se o driver foi configurado corretamente digite:
ls -l /dev/ttyUSB* e você terá:

crw-rw—- 1 root dialout 188, 0 2008-08-22 21:15 /dev/ttyUSB0
crw-rw—- 1 root dialout 188, 1 2008-08-22 21:14 /dev/ttyUSB1

crw-rw—- 1 root dialout 188, 2 2008-08-22 21:14 /dev/ttyUSB2

Feito isso(…eu sei, mas só assim nós aprendemos…), configure o discador editando o arquivo /etc/wvdial.conf:

[Dialer tim]
Init2 = ATZ
Init3 = AT+CGDCONT=1,”ip”,”tim.br”
Stupid Mode = 1
ISDN = 0
Phone = *99***1#
Ask Password = 0
Modem = /dev/ttyUSB0
Username = tim
Dial Command = ATD
Password = tim
Baud = 460800

Agora sim, vá ao terminal e faça a ligação (Certificando que o PIN do chip esteja desativado. De fábrica já vem assim).

gustavo@Ermac:~$ sudo wvdial tim
–> WvDial: Internet dialer version 1.60
–> Cannot get information for serial port.
–> Initializing modem.
–> Sending: ATZ
ATZ
OK
–> Sending: ATZ
ATZ
OK
–> Sending: AT+CGDCONT=1,”ip”,”tim.br”
AT+CGDCONT=1,”ip”,”tim.br”
OK
–> Modem initialized.
–> Sending: ATD*99***1#
–> Waiting for carrier.
ATD*99***1#
CONNECT

E pronto, você está conectado à rede 3G.

CRÉDITOS:
http://tiagomadeira.net/udev-e-suas-regras-maravilhosas
http://www.fre.eti.br/livio/2008/04/timweb-no-linux-onda-msa501hs.html

Começando em Ruby

Julho 21st, 2008

Com o término da faculdade, venho tendo mais tempo para aprofundar bastante leitura e prática em programação - foco em minha carreira profissional.
Após algumas pesquisas, pude notar que os programadores adotam uma linguagem padrão e uma linguagem “preferida”. A linguagem padrão que estou conhecendo além do que foi passado na faculdade é C (falta aprender algumas coisas ainda). No começo do ano, por indicação do Gabriel comecei a estudar Python, mas por algum motivo faltava algo. Pesquisei e “encontrei a pedra preciosa(…)” Ruby !
Utilizando algumas palavras do livro do Eustáquio Rangel ( Taq ) - uma das referências brasileira no assunto, e do Yukihiro Matsumoto ( Matz ) - Criador de Ruby, digo:
“Ruby é uma linguagem de script interpretada para programação orientada a objetos de um modo rápido e fácil. Ela tem muitos recursos para processar arquivos de texto, para fazer tarefas de gerenciamento de sistema, engenharia, programação comercial e etc. É simples, direto ao ponto, extensível, e portável.”
Matz admite que se inspirou em linguagens como Perl, Python e Smalltalk, porém queria uma linguagem mais orientada a objetos, que por exemplo Python.

Um exemplo seria:
5.times {puts “Ruby é fantástica”}
5.class -> Fixnum ; ou seja, 5 é uma instância da classe Fixnum. Em muitas linguagens, números e outros tipos de dados não são objetos. Em Ruby é atribuído métodos e variáveis de instância a todos os seus tipos de dados, provando sua quase totalidade em orientação a objetos.

A comunidade Ruby vem crescendo mundialmente, e agora que se tem o framework Rails (Logo logo, posto sobre o assunto) para programar aplicações web, a linguagem vem ganhando mais seguidores a cada dia. Desde que foi tornada pública em 1995, Ruby arrastou consigo programadores devotos em todo o mundo. Em 2006, Ruby atingiu aceitação massiva, com a formação de grupos de utilizadores em todas as principais cidades mundiais e com as conferências sobre Ruby com lotação esgotada.
Ah, é totalmente livre, o que significa não apenas a título de gratuidade, mas também a liberdade de usar, copiar, modificar, e distribuir.

Algumas características sobre Ruby;
Sobre a licença.

Para instalar, digite no terminal(Presumo que você esteja usando GNU/LINUX):
sudo aptitude install ruby rdoc ri ruby-gnome2 rubygems ,sendo rubygems um gerenciador de pacotes onde você pode baixar alguns módulos bem úteis para seus programas, ri para consulta através da documentação e ruby-gnome2 para desenvolver aplicações GTK.

Ficou curioso(a), pesquise mais no site oficial
Mais fontes:
* Comunidade Ruby brasileira;
* Documentação sobre a linguagem;
* Repositório de Módulos/Trechos de códigos de Ruby para download;
* Pratique Ruby pelo seu web browser;
* Ruby-GTK;
* Ruby-OpenGL.

Tutoriais:
* Apostila do Taq;
* Tutorial de Gustavo ( kov );
* Tutorial Chris Pine.

3 programinhas para download para inicializar em Ruby.

Até a próxima, Rubyanos !

Peguem sua tocha, é hora de caçar os ubunteiros!

Maio 24th, 2008

Peguem sua tocha, é hora de caçar os ubunteiros!

tocha.jpg

Algumas décadas atrás Adolf Hitler ergueu-se em meio a uma Alemanha fragilidade; entre o seu discurso apontava divergências de opiniões e usou da xenofobia da população para caçar e provocar o holocausto. Para Hitler deveria haver apenas uma raça, nenhuma tolerância seria bem vinda.

Seculos atrás quem tivesse uma marca de nascença irregular era lançado a fogueira. Após décadas a união soviética e mais tarde uma parte da china reconheceram que o comunismo e o socialismo representavam uma faceta utópica da moeda que de um lado possui o capitalismo, uma forma de crescimento agressivo mas baseado na meritocracia da pessoa, mas não antes de provocar isolamento, morte e restrição de liberdade.

Todos estes momentos refletem um pouco de historia da humanidade, principalmente quando existe uma intolerância, ou talvez desconhecimento e medo, pairando no ar.

Amenizando um pouco o clima estamos hoje em volta de uma nova caçada, desta vez o alvo da “ moda” virtual é o ubuntu, uma distribuição Gnu/Linux que todos parecem gostar de usar mas que as criticas estão cada vez mais desviando do aspecto técnico (uma vez que trata-se de uma tecnologia) e se orientando a um discurso de medo e xenofobia.

Não vou entrar no mérito técnico, uma vez que o ubuntu tem se comportado com estabilidade no meu dia a dia, proporciona ferramentas para minha atuação em redes Windows e Gnu/Linux e sua versão server já chegou a ficar no ar um ano e meio sem apresentar nenhuma necessidade de intervenção.

Algumas tochas erguidas contra o ubuntu são muitas vezes questionáveis. Um dos pontos é o da empresa e o seu fundador representarem muitas vezes um “sugador capitalista da comunidade” ou um “ louco viajante espacial em busca de poder sobre a liberdade das outras distribuições”. A ultima divulgação do pensamento de Mark Suttleworth na sincronização das distribuições aumentou ainda mais os caçadores de bruxas, pois a liberdade agora foi perdida. Usar ubuntu é cooperar para o fim das distribuições como um todo.

Acreditar que usar software livre é ser contra o capitalismo ou que a sua comercialização nada tem a ver com as especificações da FSF é muitas vezes colaborar com uma tola intolerância. Software livre não quer dizer grátis; cobrar ou explorar suas possibilidades como modelo de negocio sem quebrar as quatro liberdades não é pecado contra o Software Livre.

Acreditar que uma proposta de união ou colaboração entre empresas e comunidade é um ato de terrorismo contra a liberdade é colaborar com a idéia de que brasileiros sejam barrados em aeroportos americanos e espanhois acusados sobre diversas afirmações nem sempre pertinentes a nossa posição de nação que insentiva a democracia e não o terrorismo. Em muitas ocasiões cheira a FUD como muitas vezes usado pela empresa de redmond.

Existe uma comunidade em parceria com o ubuntu, existem projetos sendo disponibilizados. Posso citar o time de documentação e tradução por exemplo, os encontros em parceria da comunidade e da canonical para os próximos lançamentos. Veja que além de ser uma distribuição com pacotes SL, o ubuntu promete não ter versões lançadas diferencias entre empresas e a comunidade, tudo esta ali, para ambos, com a opção do suporte (negocio orientado a serviço). Quando falamos em acordo de patentes o ubuntu ficou de fora e apóia que não existe nenhuma patente violada.

A idéia de Mark não agradou? Saiba que toda e qualquer distribuição, popular ou não, pode sentir-se livre para simplesmente ignorar a idéia, sem precisar gastar energia repudiando os argumentos ou simplesmente manifestando o “não” em alto e bom tom.

Devemos refletir que se existe uma liberdade ela deve figurar em diversos níveis. Liberdade de dizer a sua opinião, de personalizar e de garantir que não haverá limitações a outras liberdades. O ideal do ubuntu não implica em dominação global. Se muitos estão usando, com certeza não é somente porque querem uma distribuição com a marca canonical estanciada no cd e sim porque a proposta da empresa tem agradado.

Não adianta convencer que pão de queijo com café é melhor do que rapadura. Gosto não se discute. Quando algo realmente for bom e para todos, a maioria vai usar, basta pensar se o modelo é valido ou não. E acima de tudo, devemos evitar a imagem de que quem gosta de pão de queijo tem que combater os que gostam de rapadura. Cheira a incoerência ou xenofobia que pode desviar de parâmetros reais para criticas e criar a eterna imagem de que no universo SL as batalhas internas são mais preciosas do que o proposito do software e sua interação com a humanidade.

Uma dica importante. Se você quer usar uma distro realmente livre segundo a FSF, você deve usar a gNewSense. Se você acha que sua maquina é 100% software livre tente rodar o vrms para garantir que seus ideais estão realmente de acordo com seu discurso. Os links estão abaixo.

1 - Entrevista com Mark Shuttleworth
2 - Veja se sua maquina usa apenas Software Livre
3 - Conheça o compromisso do Ubuntu

Headset Motorola HT820 no Debian

Maio 2nd, 2008

Resolvi comprar um headset bluetooth, e acabei gostando o modelo HT820, da motorola:

Enfim poderei usar o celular como um MP3 player decente. Mas e quanto ao meu debian ?

A solução definitivamente não é muito intuitiva, mas é possível.

As dicas abaixo se referem única e exclusivamente se você é um felizardo usuário GNOME, e por conseqüência Gstreamer.

Leia o restante… »