Peguem sua tocha, é hora de caçar os ubunteiros!
Peguem sua tocha, é hora de caçar os ubunteiros!
Algumas décadas atrás Adolf Hitler ergueu-se em meio a uma Alemanha fragilidade; entre o seu discurso apontava divergências de opiniões e usou da xenofobia da população para caçar e provocar o holocausto. Para Hitler deveria haver apenas uma raça, nenhuma tolerância seria bem vinda.
Seculos atrás quem tivesse uma marca de nascença irregular era lançado a fogueira. Após décadas a união soviética e mais tarde uma parte da china reconheceram que o comunismo e o socialismo representavam uma faceta utópica da moeda que de um lado possui o capitalismo, uma forma de crescimento agressivo mas baseado na meritocracia da pessoa, mas não antes de provocar isolamento, morte e restrição de liberdade.
Todos estes momentos refletem um pouco de historia da humanidade, principalmente quando existe uma intolerância, ou talvez desconhecimento e medo, pairando no ar.
Amenizando um pouco o clima estamos hoje em volta de uma nova caçada, desta vez o alvo da “ moda” virtual é o ubuntu, uma distribuição Gnu/Linux que todos parecem gostar de usar mas que as criticas estão cada vez mais desviando do aspecto técnico (uma vez que trata-se de uma tecnologia) e se orientando a um discurso de medo e xenofobia.
Não vou entrar no mérito técnico, uma vez que o ubuntu tem se comportado com estabilidade no meu dia a dia, proporciona ferramentas para minha atuação em redes Windows e Gnu/Linux e sua versão server já chegou a ficar no ar um ano e meio sem apresentar nenhuma necessidade de intervenção.
Algumas tochas erguidas contra o ubuntu são muitas vezes questionáveis. Um dos pontos é o da empresa e o seu fundador representarem muitas vezes um “sugador capitalista da comunidade” ou um “ louco viajante espacial em busca de poder sobre a liberdade das outras distribuições”. A ultima divulgação do pensamento de Mark Suttleworth na sincronização das distribuições aumentou ainda mais os caçadores de bruxas, pois a liberdade agora foi perdida. Usar ubuntu é cooperar para o fim das distribuições como um todo.
Acreditar que usar software livre é ser contra o capitalismo ou que a sua comercialização nada tem a ver com as especificações da FSF é muitas vezes colaborar com uma tola intolerância. Software livre não quer dizer grátis; cobrar ou explorar suas possibilidades como modelo de negocio sem quebrar as quatro liberdades não é pecado contra o Software Livre.
Acreditar que uma proposta de união ou colaboração entre empresas e comunidade é um ato de terrorismo contra a liberdade é colaborar com a idéia de que brasileiros sejam barrados em aeroportos americanos e espanhois acusados sobre diversas afirmações nem sempre pertinentes a nossa posição de nação que insentiva a democracia e não o terrorismo. Em muitas ocasiões cheira a FUD como muitas vezes usado pela empresa de redmond.
Existe uma comunidade em parceria com o ubuntu, existem projetos sendo disponibilizados. Posso citar o time de documentação e tradução por exemplo, os encontros em parceria da comunidade e da canonical para os próximos lançamentos. Veja que além de ser uma distribuição com pacotes SL, o ubuntu promete não ter versões lançadas diferencias entre empresas e a comunidade, tudo esta ali, para ambos, com a opção do suporte (negocio orientado a serviço). Quando falamos em acordo de patentes o ubuntu ficou de fora e apóia que não existe nenhuma patente violada.
A idéia de Mark não agradou? Saiba que toda e qualquer distribuição, popular ou não, pode sentir-se livre para simplesmente ignorar a idéia, sem precisar gastar energia repudiando os argumentos ou simplesmente manifestando o “não” em alto e bom tom.
Devemos refletir que se existe uma liberdade ela deve figurar em diversos níveis. Liberdade de dizer a sua opinião, de personalizar e de garantir que não haverá limitações a outras liberdades. O ideal do ubuntu não implica em dominação global. Se muitos estão usando, com certeza não é somente porque querem uma distribuição com a marca canonical estanciada no cd e sim porque a proposta da empresa tem agradado.
Não adianta convencer que pão de queijo com café é melhor do que rapadura. Gosto não se discute. Quando algo realmente for bom e para todos, a maioria vai usar, basta pensar se o modelo é valido ou não. E acima de tudo, devemos evitar a imagem de que quem gosta de pão de queijo tem que combater os que gostam de rapadura. Cheira a incoerência ou xenofobia que pode desviar de parâmetros reais para criticas e criar a eterna imagem de que no universo SL as batalhas internas são mais preciosas do que o proposito do software e sua interação com a humanidade.
Uma dica importante. Se você quer usar uma distro realmente livre segundo a FSF, você deve usar a gNewSense. Se você acha que sua maquina é 100% software livre tente rodar o vrms para garantir que seus ideais estão realmente de acordo com seu discurso. Os links estão abaixo.
1 - Entrevista com Mark Shuttleworth
2 - Veja se sua maquina usa apenas Software Livre
3 - Conheça o compromisso do Ubuntu

Maio 24th, 2008 at 5:38 pm
“devemos evitar a imagem de que quem gosta de pão de queijo tem que combater os que gostam de rapadura. Cheira a incoerência ou xenofobia que pode desviar de parâmetros reais para criticas e criar a eterna imagem de que no universo SL as batalhas internas são mais preciosas do que o proposito do software e sua interação com a humanidade.”
concertesa mas os principais agressores são tolos o bastante para não parar com isso,muita imaturidade + ignorância junto com o sentimento de liberdade (que acha que ninguém nunca deve dizer-lhe o que não falar) a todo custo temos essas coisas que um querem degradar outro.
e para piorar nossa comunidade (open-source e GNU/Linux) tem mais problemas internos com esse tipo de discussão do que propriamente problemas externos.
acho que o único geito de amenizar é se juntando o pessoal que é contra esse tipo de coisa,e começa a criar sites,forums,etc. pra mostra o quão prejudicial e quão burra são essas pessoas,que não sabem fazer outra coisa do que “war”
Maio 24th, 2008 at 6:27 pm
????
Não entendi nada, e não importa mesmo =\
Eu aprecio o open source, o livre, mas não tenho nada contra windows ou projetos fechados.
Contanto que eu possa usar e me agrade ta bom.
Mas não entendi nada o.o
Maio 24th, 2008 at 6:49 pm
Poxa, depois de ser perseguido por ser Negão, feio, magro e linuxer, agora vou ser perseguido também por ser ubunteiro? Ahhh, fala sério. Sou ubunteiro com muito orgulho. Decepção ouvir isso de alguns usuários linux, se pelo menos fosse do Rwindows a gente até entendia. E outra coisa: Como jogar na mão de um iniciante uma distribuição que não seja o ubuntu? O kurumin pode até ser brasileiro mas é traumatizante. Até hoje não consigo mexer no kde por causa dele rsrssr
Maio 24th, 2008 at 8:27 pm
Uso Ubuntu como distro principal no meu Desktop desde a versão 5.04 (abril de 2005). Mesmo tendo todas as minhas necessidades atendidas pela distro, estou sempre experimentando novos “sabores” de linux a cada novo release das principais distros. Semana passada experimentei o Fedora 9. Nessa semana estou rodando o Mandriva 2008.1 spring. Ambas são distros maravilhosas, poderosas, robustas, estáveis, facilmente configuráveis e muito, muito bonitas. Apesar disso, sei que, mais dia, menos dia, voltarei para instalar mais uma vez o Ubuntu em meu computador por uma razão muito simples: ele atende muito bem, melhor do que qualquer outra distro as MINHAS necessidades de usuário doméstico. No final das contas, é apenas uma questão de gosto e comodidade. O trabalho que tem sido feito pela equipe de desenvolvedores das principais distros de linux é simplesmente fantástico. Hoje, basta você escolher a sua distro, instalar, configurar uma coisinha aqui, outra ali (quase sempre algo relacionado à estética) e usar. Há espaço para todos e não vejo nenhuma razão para extremismos e “caça às bruxas”. O Ubuntu é o que é hoje graças muito mais a sua inegável qualidade do que meramente por conta do marketing capitalista empreendido por sei idealizador. E, por último, mas não menos importante: fazer negócios com software LIVRE, desde que o LIVRE continue a ser sempre LIVRE, não é “pecado” algum, me perdoem os puristas.
Maio 25th, 2008 at 7:43 am
é, um assunto delicado de se discutir. Um tanto confuso e dualístico dse se entender.
Maio 26th, 2008 at 4:34 am
Texto muito complexo de se entender, diria ate que está mal feito.
Porem, deixo aqui minha opinião ao ubuntu, essa grande distribuição tem feito com que pessoas leigas se interessasse pelo linux, pela sua facilidade de uso e por gratuito, ou seja, ele é um otimo meio de divulgação do nosso amado pinguim. Tomo como experiencia, a primeira vez que tive a opurtunidade de usar linux, usei o conectiva 8, que veio com uma revista (não me lembro qual), e com muita dificuldade, consegui compilar o driver do meu modem, mas foi uma distribuição que fucei muito, depois conheci o kurumin, não me agradei muito, mas achava interessante a facilidade de não precisar instalar no hd, em seguida, conheci o ubuntu. Foi então que me apaixonei pelo pinguim, era maravilhos, tudo muito facil, muito pratico. Não perdi tempo, instalei a versão 6 LTS, fiquei por varios meses, ate que tive uma pane de hardware. Troquei tudo, MB, proc… td… sai da plataforma intel, fui pra AMD64 e sai a procura de uma outra distro que suportava (na epoca ja existia muitas) e, conhecendo um colega de trabalho, ele usava o fedora core, fiquei curioso, instalei e achei-o melhor que o ubuntu, mais estavel, porem, o boot mais lento. A ferramenta YUM pra mim era tudo de bom, na minha opinião, ate melhor que o apt-get, sem falar nos pacotes RPM’s, muitos software já vem compactados neste esquema de pacotes. Fiquei um bom tempo nesta distro, mudei de emprego, fui pra area de telecom, e me deparei com a amavel distro Slacware, por quem me apaixonei, não pela facilidade, mas pela incrivel adaptação que é possivel realizar no sistema, pela maneira de configura-la, pela telinha preta e letras brancas (todos tem, mas nenhuma é tão emocionante quanto a do slack). O slackware me ensinou como um verdadeiro SO funciona, diria que tudo que sei hj, foi o slackware que me cativou a aprender! rsrs
Dai, eu digo, que mal tem o ubuntu? Só porque é o top da lista das distro? O Mandrake (atual Mandriva) também já foi, e foi apedrejado por muitos, e agora? talvez essas pessoas que o apedrejarão, estejam atualmente utilizando-o. Não tenho nada contra a Microsoft, mas, ela só é criticada por ser “lider mundial” em SO, mesmo que muitos o considera (windows) um sistema horrivel (em partes eu concordo), mas já pensaram em pegar alguem que nunca nem ligou o pc e colocar na frente de um windows (xp de preferencia) e na frente de uma distro qualquer, qual sera o sistema que a pessoa vai sair mexendo com mais facilidade? (talvez essa analogia possa ser quebrada pela facilidade encontrada hj pelo ubuntu)
Fica ai meu ponto de vista, talvez errado (não li td o texto acima :|), mas quem quiser criticar, ou ate mesmo “caçar” o ubuntu, saiba bem o que está fazendo.
Abraço.
Maio 28th, 2008 at 7:07 pm
Macacos me mordam!
Junho 2nd, 2008 at 11:15 am
Eu nao uso o Ubuntu e nem vou usar…, mas se o mundo inteiro quiser usar que eu tenho com isso, poiuco me importa…., a maioria usa windows e nao tenho porque critica-los…
uns gostam dos olhos outro da remela rs =]
Junho 5th, 2008 at 10:12 am
Eu gostei do texto, embora ache que os dois primeiros parágrafos foram meio forçados; o comunismo, por exemplo, é algo muito complexo para se discutir em poucas palavras, e nunca existiu de verdade.
Críticas técnicas e até políticas são sempre bem-vindas em qualquer projeto ou discussão, eu acho. Mas FUD é sempre muito danoso. Eu tenho as minhas críticas ao Ubuntu, tanto do ponto de vista técnico quanto do ponto de vista da liberdade; mas também as tenho com relação ao Debian, meu preferido.
Se nós exercitarmos um pouco de tolerância e pensarmos/conhecermos um pouco menos superficialmente antes de criticarmos duramente, talvez o mundo seja melhor.
Agora, tendo conhecido mais profundamente e encontrado merda, flame away! =D