Serviços - iniciando / parando e reiniciando

Março 25th, 2008

Serviços - iniciando / parando e reiniciando

Devido ao grande numero de distribuições Gnu/Linux/Outros um administrador pode ficar perdido ao trabalhar com serviços. O simples ato de iniciar um script de Firewall ou o Apache pode parecer uma busca a arca perdida. Para tal reunir um pequeno guia das principais distribuições usadas em servidores.

Definindo Serviços

Serviços são funcionalidades de software-based, ou softwares de base, fornecidas a uma rede de computadores uma vez alocados e inicializados em um servidor. Geralmente são processos ou funções requisitadas por uma maquina chamada cliente ao servidor

Por exemplo, se queremos que todas as maquinas de uma rede possam salvar seus arquivos em um lugar central, facilitando a troca destes arquivos e as rotinas de backup, devemos montar um Servidor de Arquivos. Este servidor possuirá um software responsável em “organizar” o compartilhamento de locais para os usuários salvarem (guardarem) os seus arquivos.

Este software, no caso do Linux, poderia ser o samba, sendo este capaz de facilitar trocas numa rede com maquinas Linux e Windows. Dizemos que o Servidor de Arquivos estará em pleno funcionamento quando o software samba for devidamente configurado e o SERVIÇO samba estiver funcionando (ou, estiver inicializado).

Nem sempre o serviço tem o mesmo nome do programa.

Scripts

Também podemos criar um script para realizar um determinado “serviço” em nosso servidor. Como por exemplo um script de firewall ou compartilhamento de internet que contenha algumas regras tais como:

#!/bin/bash

# Habilita o encaminhamento
echo “1″ > /proc/sys/net/ipv4/ip_forward

# Limpando as tabelas
iptables -F
iptables -t nat -F
iptables -t mangle -F

# Mascarando conexões da rede
iptables -t nat -A POSTROUTING -o eth0 -j MASQUERADE

Este script deve ser salvo e conseqüentemente “transformado” em executável pelo comando #chmod +x nomedoscript.

Contudo ele ainda não é capaz de receber os comandos start/stop/restart (iniciar/parar/reiniciar), para tal devemos colocar no script estas opções:

case "$1" in
“start”)
init_serviço
;;
“stop”)
stop_serviço
;;
“status”)
status_serviço
;;
*)

Pronto agora você já sabe um pouco mais sobre um serviço e sobre scripts, podemos analisar sua implementação numa distribuição Gnu/Linux:

SLACKWARE

Distribuição famosa por ter que ser configurada na unha é a preferida de muitas pessoas ao criar um firewall. Podemos criar um script para ser executado na inicialização do sistema, evitando que tenhamos que digitar os mesmos comandos ou executar o script toda vez que reiniciar a máquina.

Para isto. copie ou salve o arquivo como /etc/rc.d/rc.nomedoscriptdeserviço

Para parar / iniciar e reiniciar digite o comando: /etc/rc.d/rc.nomedoscriptouserviço stop|start|restart

O mesmo vale para outro serviço: /etc/rc.d/rc.serviço stop|start|restart

Ex:

/etc/rc.d/rc.samba stop|start|restart

Se quiser parar o serviço até para o próximo boot e seus subsequentes use: chmod -x /etc/rc.d/rc.nomedoscriptouserviço

DEBIAN / UBUNTU SERVER

O Debian é uma distribuição conhecida pela estabilidade, com um primoroso e rígido desenvolvimento, possibilitando uma gerencia de instalação e remoção de pacotes famosa, o apt. O Ubuntu é herdeiro desta distro, trazendo algumas inovações na instalação da distribuição e aplicativos.

Após criar o script coloque-o no diretorio /etc/init.d/

Não se esqueça que o script deve ser um executavel.

Para parar / iniciar e reiniciar o script ou um serviço execute /etc/init.d/nomedoscriptouserviço stop|start|restart

Para que o script seja iniciado no boot do sistema, devemos criar um link para o rc desejado:

#cd /etc/rc2.d
#ln -s /etc/init.d/nomedoscriptouserviço /etc/rc2.d/S99nomedoscriptouserviço

Lembrando que o rc(numero).d corresponde ao runlevel do sistema (se você não sabe, é bom dá uma procurado sobre o assunto, em suma o sistema possui diversos níveis de inicialização, executando os aplicativos corresponde aquele nível, desde que possuam o Snumero na frente do nome do script, neste exemplo, o nosso script será executado no nível 2 an posição 99).

Temos ainda o comando “update-rc.d”, que permite definir se um serviço vai ser ativado ou não durante o boot.

Ex:

Para desativar a inicialização automática do proftpd, você usaria o comando:
# update-rc.d -f proftpd remove

Se mudar de idéia e quiser que ele volte a ser inicializado durante o boot, use:
# update rc.d -f proftpd defaults

FEDORA

Fedora é a versão livre do Red Hat com algumas novidades ainda em teste. Desta forma, a gerencia em um será semelhante ao outro. O Red Hat é uma famosa distribuição hoje voltada ao mercado corporativo.

Verifique se o serviço está rodando: service nomedoserviço status

Iniciando / Parando / Reiniciando um serviço: service nomedoserviço stop|start|restart

Para ter o serviço iniciado automaticamente no boot:

1. Abra o programa ntsysv: ntsysv
2. Ache o seu serviço na lista e pressione espaço para habilitar. Os serviços que estiverem marcados com um * serão automaticamente iniciados no boot.

O local onde os scrpts devem ser salvos é o: /etc/rc.d/init.d/

MANDRIVA

O mandriva se comporta de maneira semelhante ao Fedora apresentando algumas facilidades com relação as suas ferramentas gráficas. A distribuição Mandriva tem um certo saudosismo por ter surgido da fusão do Mandrake com a Conectiva, primeira grande distribuição Gnu/Linux com foco em empresas.

Logs de Serviço

Caso algum serviço apresente problemas, não esteja rodando por exemplo, é possível visualizar os logs da inicialização do Linux pelo comando “dmesg” e também pelo arquivo de logs “/var/log/messages” através do comando:

# tail -f /var/log/messages

Rapidinha sobre os Níveis de execução:

Nível 0: Este nível de execução é utilizado para desligar o sistema.

Nível 1: Este nível é o modo de manutenção ou resgate, oferecendo um sistema básico, sem rede, servidor X, nem acesso multi-usuário.

Nível 2: Este nível de execução é idêntico ao próximo(nível 3), a diferença é que não há nenhum serviço de conexão à rede.

Nível 3: Neste nível, um dos mais importantes(senão o mais importante), o Fedora é inicializado em modo texto, com conexão à rede e capacidade multi-usuário.

Nível 4: Este nível de execução é indefinido, mas pode ser usado para inicializar o sistema em um estado personalizado.

Nível 5: Este nível de execução é o ideal para computadores usados como Desktop, pois oferece além de conexão à rede e capacidade multi-usuário, um ambiente gráfico.

FONTE:

http://forum.slackbr.org/forum/viewtopic.php?f=19&t=13520&start=0&st=0&sk=t&sd=a

http://www.debianfordummies.org/wiki/index.php/Compartilhando_Internet_no_linux

http://www.devin.com.br/eitch/fedorafaq/basics/#services

http://www.vivaolinux.com.br/artigos/verArtigo.php?codigo=7801&pagina=4

Monitorando o hardware com o módulo lm-sensors

Março 24th, 2008

Há alguns dias estava eu preocupado com a temperarura do processador do meu computador. Acabei descobrindo que não preciso preocupar tanto assim(com o CeleronM), pois este não tem o costume de elevar sua temperatura às alturas :P.
Porém em minha pesquisa encontrei coisas bem legais que podem nos ajudar a estar monitorando o comportamento do nosso hardware e sistema.
Hoje em dia as placas mãe vêm com sensores que medem temperatura e etc de nosso hardware. Essas informações são normalmente usadas pela placa com uma forma de sistema de segurança que visa proteger tanto o processador como a própria placa no caso de falhas. No caso do GNU/Linux essas informações são direcionadas ào /proc. Mas aí a pergunta: Eu tenho que ficar ‘dando’ um cat /proc[informação que procuro] toda hora que quiser saber certas informações ?
Bem existem módulos à parte que nos permite ter estas informações de uma só vez e até com melhor visibilidade. São os lm-sensors, mbmom e hddtemp. Por facilidade instalei o lm-sensors.
aptitude update
aptitude install lm-sensors

Beleza, tudo instalado, mas ainda precisaria ir à linha de comando, arquivo de configuração(/etc/sensors.conf) digitar certos comandos e ficar analisando informações pelo prompt. Pô, se procuro facilidade, então ‘vamo fazer direito’ !
Mais um pouco de pesquisa e novamente encontrei alguns front-end para o lm-sensors: gkrellm, ksensors e alguns outros. Estou usando a distro Ubuntu e optei pelo gkrellm.
aptitude install gkrellm
Agora sim, o que eu queria.
No menu Aplicações –> Ferramentas do sistema –>Gkrellm habilito o gkrellm a me mostrar graficamente as informações do sistema e F1 permite-me configurar o que desejo visualizar.

img1.jpg

Posso ver temperatura, cpu, rede(ethernet, wireless e modem), memória(ram e swap), bateria(se for notebook), quantidade de processos e usuarios, ou seja o que eu queria sem mais nem menos.

Encontro Minerio de SL em discussão no Linux-MG

Março 13th, 2008

Salve leitores,

Ratificando o post anterior: o forum www.linux-mg.org esta com um espaço aberto para sugestões de sua comunidade serem encaminhadas ao Encontro Mineiro de Software Livre, a ideia é que o forum deseja ajudar o EMSL 2008, não somente na sua estrutura mas com ideias e participação de temas.

Nada melhor, segundo seus coordenadores, do que levar ao EMSL opiniòes da comunidade! :)

Por isto se você gostou do Forum, o ajude a traçar as ideias para o EMSL de 2008!

Tor: Sistema anônimo de comunicação na Internet

Março 11th, 2008

“Tor é um conjunto de ferramentas para um amplo grupo de organizações e particulares que desejam aumentar a sua segurança na Internet. Usar Tor pode ajudar a tornar anônima a navegação na Web”. [http://www.torproject.org/index.html.pt]
Tor pretende defender contra a análise de trafego, ou seja, tudo aquilo que ameaça a privacidade, confidencialidade e principalmente a segurança pessoal, protegendo o usuário contra qualquer entidade da rede.
O Tor é uma ferramenta livre, sob a licença BSD. Com relação ao seu funcionamento é o seguinte:
Tor cria uma conexão criptografada entre os servidores de rede, chamada circuito de nós. Como cada nó conhece apenas o caminho até o seguinte, nenhum servidor poderá ‘analisar pacotes’ em uma comunicação.
“Como funciona a análise de tráfego? Um pacote de dados na Internet é composto por duas partes: o bloco de dados e um cabeçalho usado para encaminhá-lo. O bloco de dados contém o que se pretende enviar. Mesmo que se cifrem os dados, a análise de tráfego ainda revela muita informação sobre o que se está enviando, e possivelmente o que se está transmitindo. Isto porque se baseia no cabeçalho, que contém a origem, o destino e tamanho da comunicação.” [http://www.torproject.org/overview.html.pt]
Para cada pedido, Tor cria um novo caminho, impedindo que se possa relacionar suas ações.

htw2.png

    Fonte: http://www.torproject.org/overview.html.pt

Para os curiosos de plantão vale a pena dar uma ‘espiada’.

NOTA: Lavo minhas mãos com relação ao que foi escrito, pois estou mostrando uma utilização segura para acesso em redes e não uma forma de burlar firewalls. Estou dizendo isso, porque onde você trabalha há políticas de uso, seja rede interna e até mesmo internet, logo há um motivo para tal. Por tanto cuidado na utilização da ferramenta, pois os admins ainda consultam certos logs.

O momento de novas perspectivas.

Março 6th, 2008

Quando pensamos em um produto ou em um serviço temos sempre que cogitar o seu valor, e para tal o valor de um produto depende substancialmente de sua aplicação, finalidade esta que sofre variações mediante sua qualidade e disponibilidade.

Recentemente ver coisas grátis na internet deixou se ser analisado como um produto sem valor, deficiente de qualidades e cuja disponibilidade é duvidosa. Veja que o padrão do software de código aberto deixou de ser visto como uma armadilha para quem teme ver o seu projeto roubado ou atacado.

É uma mudança que ainda enfrenta ceticismo de alguns especialista. Você leitor pode ler o texto publicado no site Dicas L e verificar que no mercado musical as coisas estão começando a sofrer mudanças que devem rapidamente se espalhar.

Não amanhã de imediato. Mas eu aposto que em 05 anos teremos um cenário de projetos livres de medições ineficientes de valor e modelos de negócios baseados em padrões abertos, garantindo o seu real valor.

Escrevi pouco sobre tema, mas, inspirado pelo lançamento para Download grátis de parte do Album Ghost I-IV do Nine Inch Nails e a possibilidade de compra-lo por um valor muito abaixo do esperado.

cover.jpg

Aos poucos percebemos que existem muitas possibilidades de preservar um valor sem que ele tenha que ser escondido ou vendido a valores exorbitantes pela desculpa de ser raro. Detaque para a faixa 04! :)