Máquinas X Humanos

setembro 10th, 2007

Quem não se recorda do sucesso “O Exterminador do futuro” ??
Bem…

Vernor Steffen Vinge inventou originalmente o termo “Singularity” (em comparação à um fato no buraco negro onde as lei da física não fazem sentido), que diz respeito ao nosso mundo, onde cai abaixo qualquer tentativa de modelar um futuro que contivesse entidades não mais espertas do que o ser humano(ou seja, possivelmente poderá se criar algo mais inteligente do que nós). De certa forma, de acordo com futuristas, a TI está chegando ao ponto onde máquinas serão mais inteligentes que seres humanos.

Se tal fato acontecer, haverá uma alteração do que é inconcebível em termos humanos, disseram os especialistas, que fizeram um encontro, chamado “The Singularity Summit 2007: AI and the Future of Humanity”. Lá foram comentados sobre computadores autoprogramáveis e implantes cerebrais que permitiriam a humanos pensar tão rápido quanto os microprocessadores atuais.
Pesquisadores de Inteligência Artificial alertaram que agora é a hora de desenvolver guias éticos para garantir que tais avanços ajudem, ao invés de fazer mal. “O nosso mundo não será mais o mesmo”, disse Rodney Brooks, professor de robótica no MIT. Quanto aos computadores, “quem somos nós e quem são eles será uma questão completamente diferente”, completa.

Eliezer Yudkowsky, co-fundador do Instituto de Singularidade de Inteligência Artificial, em Palo Alto, e organizador do evento, pesquisa o desenvolvimento da chamada ‘Inteligência Artificial Amigável’. Seu grande medo é que inventores brilhantes criem uma inteligência artificial que se desenvolva sozinha (A inteligência humana é a fundação da tecnologia humana, logo toda a tecnologia é finalmente produto da inteligência. Se a tecnologia puder girar ao redor e realçar a inteligência, esta fecha o laço, criando um efeito positivo. Com base nisto, algumas mentes mais espertas serão mais eficazes em construir outras mentes mais espertas). Mais claramente no exemplo de uma inteligência artificial que melhora seu próprio código fonte, mas que não tenha moral e se torne má.

Ray Kurzweil, empresário do ramo, escreveu em seu livro “A Singularidade Está Próxima” que a máquina se tornará mais inteligente que o homem em 2029. Com avanços na Biotecnologia e TI, dizem alguns especialistas que não existe razão científica para que também o cérebro humano não consiga aumentar sua velocidade em um milhão de vezes.

Alguns críticos fazem graça dos singularistas por causa de sua obsessão com AI, tecno-algumacoisa, etc. Outros dizem ser irresponsabilidade ignorar estas possibilidades.