IBM Lotus Symphony

IBM Lotus Symphony

As primeiras impressões

Já é noticia que a IBM desenvolveu o Lotus Symphony a partir do OpenOffice e o disponibilizou para download gratuito. Além desta novidade a IBM partiu para ajudar no desenvolvimento do OpenOffice, deixando muitos animados, afinal de contas as ajudas no Apache o fizeram ficar frente a frente com outras soluções fechadas.

Como a maioria dos usuários linux já com certa experiência e curiosidade, tratei de visitar o site e travar um contato inicial com esta nova solução, a qual possui instaladores para Linux e Windows em versão beta.

O procedimento contudo não foi simples:

1 – Você vai precisar ter o Java instalado para fazer o Download, além de se cadastrar na IBM fornecendo um endereço de e-mail como ID.

2 – Será baixo para a pasta que escolher um arquivo chamado IBM_Lotus_Symphony_Linux.bin que deve em seguida receber permissão de execução. No Ubuntu você pode fazer isto com botão direito sobre o arquivo, propriedades e depois na aba Permissões marque a opção Permitir a execução do arquivo como programa. Outras distribuições, abra o terminal e no local de download execute um chmod +x IBM_Lotus_Symphony_Linux.bin.

3 – Execute o IBM_Lotus_Symphony_Linux.bin e ele descompactará os arquivos numa pasta no mesmo local. Dentro desta pasta você deverá executar o setup como root.

4 – Aceitamos a licença e iniciamos a instalação. Ao final, pedir para que a aplicação fosse executada.

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5 – Já na tela de carregamento, além de sentir o Lotus mais pesado do que o OpenOffice, podemos ver que ele foi desenvolvido com o eclipse.

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6 – Pronto, já podemos usar.

O Lotus Symphony permite que eu tenha em mais de uma aba o seu editor de texto, uma planilha e uma apresentação. A barra de botões é bem simples, a novidade com relação ao OpenOffice é a barra lateral de edição de texto.

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O Botão direito permite altera a pagina e uma curiosa opção permite exibir miniaturas dos documentos que estamos trabalhando. Na hora de salvar além de exportar para pdf, podemos salver em documento do Microsoft Oficce e no formado aberto odp, no caso de apresentações.

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O Lotus carrega o nome forte da IBM e do Lotus, porem, não esta ainda bem acoplado ao Linux, sendo sua dependeria do java um fator que consome alguns recursos. A interface é nova e leva-se um tempo para acostumar, mas a Barra Lateral me lembrou uma sacada para com a nova barra superior do Microsoft office 2007.

Um desafio inconveniente que tive no Ubuntu e deixo os leitores me ajudarem a descobrir:

1 – Como executar novamente o Lotus Symphony, já que nenhum atalho é criado e nem nenhum nome é acessado via terminal ou alt+F2.

2 – Os Ícones de documentos tornan-se característicos do Lotus, mas continuam abrindo no openoficce, mesmo que eu tente escolher uma outro opção de programa com o botão direito sobre o arquivo.

Apesar de novas funcionalidades como as miniaturas e abas, o Lotus ainda esta longe de concorrer com o OpenOffice, mas já é uma solução produtiva para textos bem simples no estilo dos aplicativos do google.

Vamos torcer para que o OpenOffice possa receber idéias novas e melhore ainda mais o seu desempenho!

LINKS:

Download do Lotus

5 Responses to “IBM Lotus Symphony”

  1. uplnik Says:

    esse problema de não criar link no menu,na verdade é problema no editor de menu do gnome

    se você acessar o editor de menu do painel do gnome,vai ver la os links na seção Escritório

    mas mesmo que você acesse não vai adiantar nada,pois ele não abre.algum bug do lotus. o mais estranho é que eles só dão suporte a algumas distribuições desconhecidas,as principais eles não deram suporte

    vamos esperar que eles melhorem na versão estável,porque se continuar com esses bugs dificilmente ganhara alguma porcentagem do OpenOffice (na plataforma linux)

  2. Andre Almeida Says:

    Olá!

    Os itens do menu ele aparece assim que você reinicia o gnome, pois como disse o uplnik eles estão lá só não apareceram ainda.

    Agora iniciar ele de novo? Eu não consegui mas o item do menu chama isso:
    “/opt/ibm/lotus/Symphony/framework/shared/eclipse/plugins/com.ibm.productivity.tools.standalone.addin_3.0.0.20070913-1045/apps/Lotus Symphony Documents”

    Se alguém conseguir diz aí.

  3. Júlio Cesar Says:

    A solução esta na troca do usuario que pode executar o lotus:

    cd /home/%yourusername%/
    sudo chown -R %yourusername%:%yourusername% lotus/

    FONTE:
    http://www.howtoforge.com/ibm_lotus_symphony_ubuntu_7.04

  4. Andre Almeida Says:

    http://www.howtoforge.com/ibm_lotus_symphony_ubuntu_7.04

  5. Ivo Samel Says:

    IBM 90 ANOS - UMA EMPRESA SORTUDA
    Boletim AEXI-B Ano 11 numero 71
    (o texto é um pouco longo, mas vale a pena ler)
    Em junho, a IBM completa 90 anos de atuação no Brasil. Na primeira metade do século passado, sua história foi de tabuladoras, relógio de ponto e até máquina de moer café, tudo começando em 1917 com o censo demográfico para o Governo brasileiro. Nas primeiras 3 décadas da segunda metade do século, a IBM se consolida mundialmente e aqui no Brasil com a sua cultura de serviços de tecnologia então jamais vistos.
    Nesta época, mais de 4.000 brasileiros achavam que tinham chegado ao paraíso. Eram os “IBMistas”, funcionários da IBM Brasil, pois a empresa tinha um conceito de senão a melhor, uma das melhores empregadoras do País, uma companhia modelo mundial em tudo e principalmente no entendimento entre empresa e funcionários.
    Oferecia emprego vitalício, salários elevados, planos de assistência social inigualáveis e mais um sem número de benefícios e serviços, tudo isto dentro de sua Política de Recursos Humanos diferenciada do Mercado para manter profissionais altamente qualificados em seus quadros.
    Imaginem que chegou a criar um plano de aposentadoria para seus funcionários no qual só ela contribuía, e ao chegar à idade ou tempo de trabalho limite, o funcionário se aposentaria com todos os direitos desse plano, inclusive seguro saúde. Também é verdade que os recursos que usou no Brasil para isso, foram recursos incentivados e/ou beneficiados pelas regras e leis existentes no país.
    Mas a IBM era “perfeita” e se assim o fez estava correto. Nenhum funcionário teria dúvidas de que a IBM estava cuidando da aposentaria dele e por isso não precisava de outros planos. Ela tinha catequizado sua legião a independer do mundo externo, pois ela provia tudo que o funcionário necessitava. Eles acreditavam piamente na Empresa.
    Durante mais de uma década seguidamente a IBM teve o maior lucro do mundo, e durante todos estes anos sempre esteve entre os primeiros graças à visão de sua administração e à dedicação excepcional de seus funcionários. Não podia ser de outra forma. A administração da IBM estava baseada em três CREDOS. “Respeito pelo Indivíduo” era o primeiro e principal deles, cuidando sempre da dignidade e dos direitos de cada pessoa na Organização e não apenas quando for conveniente ou oportuno fazê-lo. Quem não se dedicaria cegamente a uma empresa com tal postura? Com tal Credo?
    A vida era uma maravilha. O IBMista tinha status, era muito bem recebido em todas empresas e no Governo. A proteção financeira e social da IBM funcionava como uma verdadeira blindagem contra os dissabores que costumam afligir os empregados comuns, e eles não tinham com o que se preocupar, a não ser com o trabalho e seus objetivos.
    Mas o tempo passou. Os processos operacionais se modernizaram, e… a IBM já não precisava de tantos. A IBM iniciou a quebra dos seus CREDOS. Tinha que demitir os “indivíduos” e então ofereceu um Programa de Demissão Voluntário – PDV chamado internamente de SPECIAL OPPORTUNITY PROGRAM – SOP, que foi logo apelidado de “SOPÃO”, uma indenização financeira pela quebra da promessa de pleno emprego e a informação que não tinham mais o direito ao Plano de Aposentadoria, indenização esta muito aquém daquela que pudesse “comprar” um Plano de Aposentadoria e Assistencial aos moldes daquele que a IBM tinha.
    Tudo muito bem feito. Afinal a IBM “respeitava indivíduos”.
    E para isso foi montada uma operação muito bem arquitetada onde os gerentes receberam instruções para “indicar”, dentro de quantitativo determinado, quais os “indivíduos” que deveriam receber o bilhete azul. A mensagem era clara, quem não aceitasse o “convite” para se demitir com o “sopão”, seria desligado dos projetos importantes, e o seu emprego não seria garantido caso não se conseguissem atingir o quantitativo desejado e ele poderia ser demitido sem o “sopão”.
    Havia até uma assinatura onde o IBMista se dizia “ciente de que não teria mais direito”. Apesar de “ciente” não significar aceitação ou concordância, para a IBM, uma empresa sempre tão clara e precisa, o IBMista estava concordando que não poderia mais participar do plano de aposentadoria, mesmo arcando integralmente com as contribuições, e que não teria como recuperar décadas perdidas por não ter se inscrito em outro plano, pois a IBM, lhe havia garantido um. Tudo isso sem esclarecimento que levasse o “indivíduo respeitado” a repensar sua saída da IBM.
    Foram mais de 4.000 ex-IBMistas que ficaram desempregados, com esta indenização mas praticamente sem mercado de trabalho pois a oferta superava em muito as vagas disponíveis, que eram poucas para os especialistas IBM. A maioria deles tentou uma adaptação em novas atividades, porém o resultado, na sua grande maioria foi desastroso. O dinheiro foi acabando e as preocupações, antes inexistentes, como plano de saúde, colégios para os filhos, qualidade de vida foram se reduzindo e de concreto mesmo, só poderiam contar com a aposentadoria do INSS. A situação era horrível para a maior parte deles.
    Nisso, alguém descobre que os IBMistas tinham direito de continuar no Plano de Aposentadoria - o direito de continuarem contribuindo para a FUNDAÇÃO, mantendo a qualidade de participante do Plano e, com isso, assegurando o benefício da suplementação de suas aposentadorias, a ser conquistada, mais adiante, e com isso eles poderiam recuperar, em parte, o status perdido.
    A Fundação criada pela IBM para complementar suas aposentadorias teria sonegado tal direito quando eles se desligaram dos empregos.
    A explicação da Fundação era absurda. Ela utiliza três argumentos para negar este direito: 1o – decadência, 2o – renúncia e 3o o fato dela ter feito a contribuição total para a Fundação sem a participação dos funcionários. Embora estes fatos sejam aspectos jurídicos a serem considerados em ações, para os ex-IBMistas essas alegações soam muito mal porque, na verdade, a Fundação IBM não fez essas alegações na época do acordo de saída. Hoje todos eles se sentem enganados uma vez que nunca tiveram a oportunidade de optar pela continuidade ou não de contribuir para a Fundação IBM. Ora se hoje a Fundação apela para a renúncia ou decadência é porque na época havia, de fato, tal direito. Além disso, sem qualquer mudança da lei, em 2005, a IBM alterou os Estatutos da sua Fundação para incluir tal direito, sem qualquer menção ao passado! Quanto ao 3o argumento, a IBM ter feito a contribuição total, o que ela não faz mais desde 1986, face ao superávit existente na Fundação IBM gerado pelos PDV’s, muitos Juizes tem dito que ao fazer a contribuição total, a IBM está fazendo a parte dela e a do funcionário, como remuneração indireta, e por isso o funcionário teria o direito à Fundação, bem como julgam que a IBM deve se enquadrar em todos os incisos de um artigo da Lei e não a somente alguns como ela quer.
    Os ex-funcionários entraram na Justiça pedindo o resgate do direito com a reintegração retroativa ao Plano de Aposentadoria e de pronto foram ganhando algumas ações, sendo que uma delas em definitivo no STJ.
    Note aqui que o pleito não é absurdo. Não se pede indenização. Pede-se o direito de ser reintegrado ao Plano que ter a continuidade de seus direitos.
    Parecia que vinha uma maré de sorte. Puro engano.
    Os autores da ação ganha no STJ, em 2002, até agora não foram ainda reintegrados. Mas a IBM atesta em Juízo que assim o foram! Fato marcante, é que um deles conseguiu a tutela antecipada do Juiz, a IBM argüiu e ele faleceu sem ter seu direito exercido!
    Depois desta ação vitoriosa, a Justiça começou a mudar de posição. Ganhava-se na primeira instância, perdia-se no Tribunal. Ganhava-se no Tribunal por maioria, perdia-se no recurso no mesmo Tribunal. Votava-se a favor num processo, meses depois se votava contra, sem qualquer explicação plausível. O STJ não tomava conhecimento dos recursos, pois implicava em reexame de fatos e provas. Em processo que lá chegou vitorioso, foi conhecido e julgado com a cassação da decisão do Tribunal que era favorável aos ex-IBMistas, sendo esta a única exceção até hoje.
    Desta forma, o cenário na Justiça estava realmente muito difícil.
    Porém, eis que surge uma janela de esperança. Com o advento do Governo Lula, um Governo para os trabalhadores (não era este o discurso?). A Associação dos ex-IBMistas do Brasil - AEXI-B, resolve enfatizar o uso da Agência supervisora e fiscalizadora dos seus direitos que é a Secretaria de Previdência Complementar – SPC, vinculada ao MPAS. Ela poderia resolver o caso de todo eles de uma só vez.
    A AEXI-B faz então uma representação junto a SPC em janeiro de 2003.
    Para o amplo direito de defesa, o novo Secretário forneceu aos ex-IBmistas, que não tinham recebido Estatutos e Regulamentos da sua Fundação, acesso aos arquivos da SPC.
    Lá eles descobriram que em 1990 a Fundação e a IBM tinham pedido autorização a SPC para poder excluir automaticamente os ex-IBMistas que tivessem cessado o contrato de trabalho com a IBM. A resposta da SPC para a IBM foi NEGATIVA, pois os participantes tinham o direito de dar continuidade ao Plano desde que pagassem o custeio integral do mesmo, dali em diante até poder se aposentar. A SPC em ofício à IBM e Fundação determinava que esse direito fosse respeitado. A AEXI-B levou essa documentação para o pedido concluindo que, se a própria SPC já tinha informado à Fundação IBM, eles tinham o direito de continuar no Plano.
    Como o Parecer estava demorando, a pedido da AEXI-B, a Comissão de Seguridade Social e Família – CSSF da Câmara dos Deputados convocou uma Audiência Pública para discutir irregularidades relativas à Fundação Previdenciária IBM em 21.10.2003, tendo como convidados o Secretário de SPC, a Superintendente da Fundação IBM, e Membro do Conselho de Gestor da Previdência Complementar – CGPC, JOSÉ RICARDO SASSERON. Apenas o último compareceu e reconheceu que as denúncias eram muito graves e que “a fiscalização (da SPC) foi falha, foi uma negligência do Estado”.
    Parecia que a sorte ia finalmente chegar.
    A CSSF, após sua análise e conclusões, reconheceu os direitos dos ex-IBMistas e deveres da SPC. A solução, depois de muita insistência e paciência, saiu através do tão esperado parecer. Coincidentemente ou não, sua entrega ao Presidente da AEXI-B, foi logo após a audiência do Senador Marcelo Crivella com o Ministro da Previdência para cobrar uma solução para o caso.
    O referido Parecer reconheceu que os ex-IBMistas tinham o direito de continuar no Plano e que a Fundação tinha obrigação legal de oferecer tal opção aos participantes desligados dos empregos, e de incluir tal opção no Regulamento de Benefícios. Entretanto, colocou o ônus de uma prova judicial de que a Fundação não fez a oferta para continuarem no Plano.
    É verdade mesmo! A SPC partiu do pressuposto que como havia uma determinação sua, em 1990, a Fundação respeitou o direito dos participantes de continuarem no Plano, e ofertou a eles tal opção, muito embora, a Fundação, durante toda a sua defesa junto à SPC alegasse sempre que os participantes não tinham tal direito e também não colocaram tal opção no Regulamento.
    Ah! Agora a sorte chegou! Conseguiu-se a prova judicial que a SPC exigia e a CSSF encaminhou para a SPC pedindo providências. Mesmo com várias reiterações, somente respostas evasivas, promessas de fiscalização sem nenhuma resposta efetiva e conclusiva até o momento.
    Na tentativa de novos rumos e soluções efetivas, a AEXI-B fez uma representação junto ao Ministério Público Federal para apurar quais as razões que levaram a SPC negligenciar do seu ofício de fiscalizar os Fundos de Pensão e de proteger os interesses dos participantes dos mesmos, em face das graves denúncias feitas pela AEXI-B e pela CSSF.
    Com relação à sorte da IBM é que ela e a Fundação tiveram, com a exclusão ilegal de mais de 4.000 ex-IBMistas do Plano de Benefícios, a geração de um enorme superávit, resultado das reservas destinadas aos excluídos, constituída com dinheiro incentivado e que pertence a esses funcionários. Este superávit vem sendo usado para favorecer a patrocinadora IBM que por aquiescência da SPC, não paga mais o custeio do Plano, nem mesmo o administrativo, e ainda retira dele a importância de R$ 120 milhões de reais para pagar o Plano de Saúde que desde 1968 sempre foi encargo da patrocinadora IBM em total desacordo com a lei.
    É ou não é sorte da IBM? Ou será azar dos ex-IBMistas este fato ter acontecido no Brasil.
    É, pode ser.
    Associação dos Ex-funcionários da IBM Brasil – AEXI-B

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