O Linux frente ao Microsoft Directions 2007

março 16th, 2007

O Linux frente ao Microsoft Directions 2007

Sempre ouvir falar, ou já falei, que o Linux já é um concorrente comercial da Microsoft. Ele também é um modelo de desenvolvimento e negocio que, com o devido tempo, irá mudar as atuais formas de tratar o desenvolvimento de Softwares. O diferencial aqui é que estas palavras estavam na boca de Roberto Prado que esteve em Belo Horizonte para o Microsoft Direction 2007, mas falou muito do Linux no mundo dos negócios e da interoperabilidade e do Open Source em RedMond.

O Microsoft Direction [1] em suma é um evento para a Microsoft apresentar suas soluções encapsuladas em marketing e técnicas de apresentação. As empresas como a que trabalho recebem o convite para participarem do evento que em seu escopo trás a apresentação da Microsoft em si, feita por Roberto Prado, e apresentações curtas de soluções dos parceiros Microsoft (os que realmente vendem o produto).

A minha ida em tal evento pode parecer uma traição ao Software Livre/GNU/Linux, algo não tão grave quanto Novell e Microsoft, mas que se justifica na possibilidade de retorno que descrevo nesta texto feito horas depois do evento. E sou direto: O Linux esteve na pauta de 60% dos assuntos abordados por Roberto Prado.

Três momentos foram dignos de nota:

- O Linux é um concorrente da Microsoft (RedHat, Suse, etc)

- Enquanto o Linux se aproxima do mundo dos negócios com as distribuições corporativas, a Microsoft se aproxima do Open Sources. (inclusive com investimento e um laboratório Open Source e um site de soluções integradas ao Windows e ao Linux).

- Roberto Prado é o responsável pelo Open Source no Brasil e sua experiência identificou que a interoperabilidade entre os sistemas é necessária e suportada pela Microsoft e em apresentação pessoal a Balmer identificou que as escolas publicas do Brasil estão para produzir futuros jovens que vão crescer usando Linux, despertando o interesse (necessidade) da mão forte em RedMond de intervir com investimentos.

Estas observações feitas por Prado que questionando o publico verificou que 80% dos presentes, a maioria da área de TI das empresas, usa Linux em servidores. Neste ponto Minas Gerais é um centro que cresce em destaque em projetos de SL, como os projetos ligados a UFMG (Rede Lê é um deles) e a UNI-BH que oferece o Curso de Gestão da Tecnologia da Informação com ênfase em Linux (50 % da grade curricular na maioria dos períodos).

Mas não é só Minas Gerais, no Brasil o Linux esta crescendo para obter números significativos na concorrência e que podem gerar casos de sucesso e tecnologia superiores aos modelos defendidos pela Microsoft no Brasil.

Alguns dos momentos das comparações entre soluções Windows e Linux chegaram a ser engraçadas. Tais como o ISA Server que filtrar o uso dos recursos de internet (como liberar apenas HTTP e HTTPs para a rede interna que se comunica com a internet) e não apenas portas, sendo uma suposta limitação se fosse feito no Linux. Se verificamos a relação dos protocolos e as portas TCP/IP veremos que trata-se de uma afirmação limitada.

Ou ainda a incrível facilidade com que configuro um Firewall lidando com conceitos como Rede externa e Interna, desconsiderando qualquer outro elemento que seja “ muito difícil ao usuário”. Os técnicos bem sabem que não se deve ficar apenas na ferramenta que otimiza o serviço, no caso de Firewalls e segurança é necessário conhecimento aprofundado para melhor assegurar o que realmente deve torna-se políticas de segurança para uma empresa.

Neste ponto é evidente notar que a Microsoft vai fundo com o seu People Ready, um foco intencional em “pessoas que fazem tudo acontecer” para justificar as possíveis inovações que os novos produtos estariam trazendo as empresas. Mas na verdade, trata-se da máscara que pode comprometer a falta de um conhecimento aprofundado do assunto, que em situações criticas, pode restaurar um sistema em queda.

A conclusão é inevitável e veio rápido, junto com o farto Coffee Break, brindes e doce para os olhos: a Microsoft não somente acha que as pessoas estão prontas, como também reconhece que o Linux esta pronto e causa incomodo.

Não aprofundando na filosofia GNU, esta conclusão traz fôlego para quem oferece o modelo de negócios baseados em código aberto, pois é um produto capaz de rivalizar uma marca até então inabalável. Pode acreditar, não é somente eu que estou dizendo.

Obs:

Em duvida do que eu estou falando, veja com seus próprios olhos os links abaixo onde a Microsoft desenvolve em Open Source (uma copia do SourceForge) e o site tipo blogger de soluções mistas Windows-Linux:

Porta 25 - Open Source Lab em português

CodePlex - The Microsoft’s open source project

Outros Links:

[1] - Microsoft Direction

PHP Shell Terminal - Acesso ao shell do seu servidor

março 15th, 2007

Esta é uma pequena dica que pode vir a ajudar alguém, tanto como me ajudou.
Acontece que meu servidor web atual só suporta PHP/MySQL e nada mais. Inclusive não temos cpanel também.
Sendo assim há algum tempo precisei efetuar tarefas de administração de arquivos um pouco mais pesada, coisas simples de fazer mas que o server não me fornece.

Eis que googlando encontro o PHP Shell Terminal. A idéia é bem simples: receber o comando desejado via POST e passá-lo para a função system(), embutida no PHP.
O que o PHPTerm possui de diferencial é um login simples, somente para deixar a coisa mais segura e uma boa interface usando CSS. O resto fica por conta do javascript.

Enfim, administradores de site que não possuem um cpanel ou ferramentas prontas para dar suporte ao site, testem o PHPTerm. Pode ser útil a você!
Eu mesmo tenho utilizado para gerar backups do site em tar.bz2 e manipulação de arquivos diversos.

Screenshots
A instalação é simples:
copie os 3 arquivos necessários:
phpterm.php
phpterm.css
phpterm.js

para algum lugar de seu site. Mas não esqueça de editar o phpterm.php e definir usuários e senhas para login.

Mais informações e download: http://sourceforge.net/projects/phpterm/

Devo ressaltar que seu uso não é algo muito seguro, e que o acesso em mãos erradas pode literalmente acabar com seu site.
Use com segurança e bom proveito!

Customizando as opções gerais do Br(Open)Office

março 13th, 2007

Customizando as opções gerais do Br(Open)Office

O material que você esta lendo é uma versão do original, Customizing general OpenOffice Setting [1], originalmente noticiado no BR-Linx [2], a tradução foi feita visando uma adaptação do original, de forma que não deve se esperar fidelidade aos termos mais uma flexibilidade buscando preservar o resultado da customização.

O OpenOffice, no Brasil chamado de BROffice [3] devido a problemas de registro do nome no país, é uma suíte de aplicativos de escritório que pode ser usado em substituição ao Office e demais aplicativos de código fechado voltados para Editor de texto, planilhas, apresentações, banco de dados, etc. Sua atual versão provocou uma grande adoção em diversos órgãos públicos e empresas.

Analisando de forma comparativa, o BROffice ainda necessita alcançar uma melhor performance para lidar com certos documentos herdados do Microsoft Office ou mesmo, planilhas mais complexas. Este tutorial apresenta algumas modificações que podem ser feitas de forma a melhorar o desempenho do aplicativo e providenciar um melhor uso.

O BrOffice oferece diversas opções de como se comporta, disponíveis em sua maioria no menu Ferramentas -> Opções, as quais são divididas entre ajustes gerais para a suíte e e ajustes particulares de cada aplicativo (editor de texto, planilha, etc). Os ajustes reais estão disponíveis com os nomes de Carregar/Salvar e Configurações de Idiomas.

guidageral

Freqüentemente, a lógica com que os ajustes são dispostos nas abas sob os títulos é pouco alusiva. Desta forma, não se deve olhar exclusivamente para a aba cujo nome favorece a customização e sim fazer uma varredura pelo todo em busca de características adicionais. Esta necessidade torna-se obvia quando você considera:

- Ajuste de características automatizadas
- Redução na exigência de memória
- Ajuste nas opções de segurança
- Habilitar opções assistência

E nenhuma destas opções esgota as várias formas de ajuste no BrOffice.

Ajuste de características automatizadas

Os usuários se dividem na hora de opinar sobre as características automatizadas do BrOffice. Alguns, geralmente mais inexperientes, confiam pesadamente nelas. Outros mal podem esperar para desabilita-las. Muitas das características automatizadas, como a Auto correção, são controladas internamente em cada aplicação, mas você pode fazer alguns ajustes gerais na suíte.

Um das características automatizadas de maior controvérsia é o spellchecking automático. Ele pode ser acessado através do menu Ferramentas -> Opções -> Configurações de Idiomas -> Recursos de verificação ortográficas -> Opções -> verificar ortografia ao digitar. Você pode perceber que este menu especificar a verificação da ortografia (escrita correta das palavras) junto com a digitação, além de outras opções como verificar regiões especiais. Aqui cabe uma pouco de discernimento nas opções que melhor se enquadram no idioma e na forma de trabalho, desabilitar significa que verificações serão feitas apenas no final da digitação, pode ser dispendioso em uma pós produção.

Em Carregar/Salvar -> Geral opção Salvar você pode definir se o aplicativo irá abrir uma janela para avisa-lo sobre o tipo de formado a ser salvo (odt ou doc) é diferente do padrão ou se é necessário salvar informações de AutoRecuperação caso deseje se prevenir de algum problema, bem como criar uma copia de backup. Ou seja, são especificações que protegem a elaboração do documento e podem ou não ser habilitadas. Geralmente, desabilita-se a janela de aviso do tipo de arquivo que será salvo caso não seja padrão uma vez que já tenha-se um definido, assim não temos que confirmar que desejamos realmente salvar o documento em um formado que não o estipulado, caso você queira salvar em outro formato e certifica-se do mesmo usando a opção do menu Arquivo -> Salvar como -> Tipo de arquivo.

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Entretanto, para muitos, a características automatizadas de maior controvérsia é a disponível no menu Ferramentas -> Opções -> OpenOffice.org -> Geral: a Ajuda. Mas especificamente o ajudante (geralmente um lâmpada no canto inferior a direita) que aparece quando alguma ação pode requerer um tirar duvidas. Os usuários mais experientes consideram uma interrupção irritante deste ajudante, enquanto outros, mais inexperientes, consideram-no bem útil, bonitinho e alegre (se bem que não chega a ser tão bonito e alegre quanto os do MS Office, ainda que menos útil também). :|

Reduzindo as exigências de memória

O BrOffice tem uma fama ruim de ser lento. Opções como as de Habilitar quickstarter de systray em Menu Ferramentas -> Opções OpenOffice.org -> Memória fazem com que uma parte da suite seja carregada na memória enquanto seu Desktop é iniciado melhorando sensivelmente o seu desempenho, apesar do BrOffice requerer realmente um GB de memória ram para um desempenho melhor. Você entretanto pode querer desabilitar algumas opções que requerem memória para que o BrOffice projete uma melhor sensibilidade de uso em máquinas com recursos baixos.

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Um dos pontos inicias para a redução do consumo de memória é o já citado menu Memória, aqui configuramos também o número de etapas que o BrOffice usa, o Cache gráfico, a memória que é distribuída a cada um e por fim o tempo em que os objetos permanecem no cache.

Observei que a redução deste números em beneficio de um BrOffice mais “ rápido” no iniciar pode causar problemas com relação ao trabalho com imagens ou imagens copiadas da internet junto com o texto e coladas no BrOffice.

Outras modificações envolvem por exemplo o menu Ferramentas -> Opções -> Openoffice.org -> Exibir, onde podemos desabilitar a Mostra visualização da fontes, e com isto o BrOffice deixe de mostrar uma pré visualização do tipo de fonte que você poderá escolher na barra de ferramentas (ao lado do tamanho da fonte).

A opção Mostra histórico da fonte também pode ser desabilitada, para que o BrOffice não venha a exibir as ultimas fontes usadas pelo usuário quando ele clica no tipo de fonte na barra de ferramentas.

Nenhuma destas opções pode realmente provocar grandes melhorias, mas combinadas com as outras contribui ainda mais para um BrOffice mais leve. Por outro lado, são funções inteligentes que vão deixar a suite com uma cara mais simples se comprada com o MS Office.

Ajuste nas Opções de Segurança

Já a opção Ferramentas -> Opções -> Openoffice.org -> Segurança envolve parâmetros que influenciam o salvamento e a impressão do arquivo. A mais útil entre elas é a Recomendar proteção de senha ao salvar, por motivos de privacidade com as informações disposta no documento quanto este esteja em uma rede.

A opção Segurança de Macro pode ser configurada para baixa, mas não é a melhor opção quando estamos abrindo um documento com macros e desta forma torna-se uma opção para usuários avançados que conhecem bem com que tipo de documentos e macros estão trabalhando.

Habilitar opções assistência

As opções de assistência envolvem a melhor visualização dos recursos do BrOffice e estão localizadas no menu Ferramentas -> Opções -> Openoffice.org -> Acessibilidade e podem ser desabilitadas conforme o uso de seus recursos no dia a dia.

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Otimizamos desmarcando as opções Permitir figuras animadas e texto animado e reduzindo o tempo em que as dicas de ajuda desaparecem, ou mesmo requisitando que elas nem venham a ser requisitadas.

As demais configurações são úteis na apresentação do BrOffice ao usuário e assim como as opções anteriores só devem ser desmarcadas mediante caso o BrOffice seja usado com determinadas aplicações.

Conclusão

O uso constante do BrOffice e o conhecimento de suas opções podem definir um foco que em muitos casos aplica-se a uma personalização visando melhorar o desempenho do mesmo. Mas devemos estar ciente que o BrOffice caminha bem para torna-se um suite equiparada a outras e com um desempenho cada vez melhor.

Se a solução procurada for utilizada por usuários experientes ou com um foco na produção de textos simples ou tabelas sem grandes formuções o BrOffice pode ser uma ferramenta ágil, mesmo em máquinas com baixo processamento ou quantidade de memória.

Originalmente escrito por Bruce Byfield que é um jornalista de informática e escreve regularmente para os Web site do jornal de NewsForge e sobre Linux. Esta adaptação, que preservou boa parte do texto e adaptou outras foi feita por Júlio Cesar da Silva que recomenda a leitura do original e esta feliz com o BrOfffice com 1 GB de Ram.

LINKS

[1] - http://www.linuxjournal.com/node/1000170
[2] - http://www.br-linux.org/linux/customizando-o-openoffice
[3] - http://www.broffice.org/

aMsn 0.97b svn 03/2007 .deb

março 10th, 2007

Semana passada resolvi dar uma olhada em como anda o SVN do aMsn.

O pessoal tá dando bastante valor ao “look’n feel” da versão nova. Já é o quarto svn que baixo e o visual só mudou pra melhor.
O último svn que baixei(não lembro a data exata) está muito estável em vista dos outros. Daí, resolvi empacotar já com uns plugins que gostei demais.

Como eu já disse em alguns posts anteriores, prefiro manter programas GTK no meu Debian, tenho alguns em tk, mas QT mesmo, nenhum. No meu conceito GTK é linda, leve ,limpa e altamente personalizável. (deixando claro que esta é a MINHA opinião)
tk é leve demais e feia demais.
QT é feia demais e pesada demais.

De qualquer forma o aMsn tá muito bonito, e com o plugin chameleon(incluso no pacote) fica bem melhor.

Novidades notáveis:
-Login diretamente na tela principal. O Júlio, aqui do Nação, administrava uma lan-house toda linux, mas sofria com messengers pois os usuários tinham que ficar cadastrando as contas(Gaim, Kopete e o próprio amsn em versões antigas). Essa novidade de entrar com login na janela principal é muito prático!

-Envio de trechos de voz. Usando a libsnack, biblioteca para trabalhar com áudio em TCL é possível usar dessa funcionalidade. Foi por isso que coloquei a biblioteca como dependência do pacote.

-Menus usando pixmaps através do plugin chameleon.

-Visual inovador. Atraente para usuários recém-windows.

Screenshots:

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Pacotes para Debian/Ubuntu (testados no Edgy e no Debian Sid):
tile_0.7.8-1_i386.deb
amsn0.97b.deb

pyHello World com Glade/GTK

março 10th, 2007

Criei um programa usando pygtk. Um hello world.

O intuito: Comentar o código ao máximo para que um iniciante com facilidade e/ou sede de aprender possa debugar e escovar o código. Compreendendo um pouco sobre pyGTK.

Foi usado uma classe básica(window), portanto aconselho ter uma pequenina noção de OO.

Desenhei a interface usando o Glade, e fiz as devidas conexões.

No arquivo ZIP segue o glade e o codigo python. Como eu disse tá aí pra ser debugado!

Quero ressaltar algumas coisas:

- O código não é o mais otimizado, nem o mais claro e fácil de compreender.
- Os comentários estão em bom e velho português brasileiro com gírias. Mas bem explícitos.
- Se você já programa BEM em python e conhece BEM a linguagem, este código só te servirá de piada
- Estou tentando, da minha forma, mostrar que python é uma boa linguagem de se aprender, e fácil de entender.
- Tenha o glade instalado no seu PC para ver/editar a interface.

Bons estudos!

pyHelloWorld.zip