Um Linux unificado

Janeiro 31st, 2007

John C. Devorack é conhecido dos leitores da PC Magazine [1] e possui opiniões fortes. Neste texto originalmente noticiado no BR-Linux [2] verificamos uma defesa racional do potencial do Linux no Desktop, principalmente nas possibilidades de crescer aproveitando as vunerabilidades do Vista e no potencial das uniões em torno de um linux estruturado e unificado.

Apesar dos xiitas existirem também no Linux, é consenso que a qualidade do software livre no meio corporativo deve passar pela intervenção de grandes empresas, em uma simbiose que respeite novas modalidades de negócios. E, um usuário que sinta-se bem operando um linux é ferramenta produtiva nas empresas que desejam adota-lo.

Outro elemento essencial é a compatibilidade de documentos. Uma empresa de pequeno e médio negócio depende de uma série de parâmetros e documentos que muitas vezes dificultam a adoção do Software Livre, Linux e semelhantes.  Se o formato odt orna-se cada vez mais crescente (no Brasil em especial), podemos aproximar ainda mais o usuário do Linux, assim como a empresa.

Outro ponto positivo é que já existem soluções ERP rodando exclusivamente em browse como o Firefox e que já possibilita a muitas empresas controlarem seus setores, emitirem relatórios e analisarem seus negócios sem precisar de uma base em SO fechado.

Finalizando vou postar o texto abaixo para que o mesmo possa provocar reflexões e opiniões.

Um Linux unificado 
26/01/2007

Por John C. Dvorak

Um número de consolidações singulares estão acontecendo na indústria justamente enquanto a Microsoft tenta fazer um barulho ao redor do Vista. A época não poderia ser melhor, mas podem ocorrer numerosas baixas e alguns colapsos. E a própria Microsoft parece vulnerável.

O evento mais importante é a criação da Linux Foundation (www.freestandards.org). Isso é uma tentativa dos maiores participantes neste mercado, incluindo HP, IBM e Intel, de criar um Linux padronizado e desencorajar a continuada tendência em direção a vários “distros” que são sutilmente incompatíveis entre si e com certos aplicativos.

Isso pode também acabar com os “modismos” das novas versões de vários fabricantes. Em um minuto, o “melhor” Linux é o Mandrake. Depois é o SUSE, depois Ubuntu. Por causa dessa tendência, os usuários finais nunca adotaram o Linux no desktop. Mas é possível que o Linux dê um passo firme nessa direção se essa mais nova iniciativa for bem-sucedida.

Afinal, ninguém gosta das práticas cada vez mais draconianas da Microsoft. Em uma luta paranóica e sem fim contra a pirataria, a Microsoft faz seu sistema operacional “telefonar para casa” demais. E numa tentativa de dominar o mundo com seus codecs, a empresa colocou DRM demais em tudo.

Um aspecto curioso do Vista, e que pode significar sua morte e marcar o fim da linha para o sistema operacional mais popular da história do mundo, são seus novos recursos, muito similares aos do Mac OS. É um fenômeno que acho bastante fascinante.

Lado direito contra o lado esquerdo do cérebro

Pelo que posso ver, a comunidade de usuários de Mac gosta mais do Vista do que os usuários de PC. Aparentemente, em sua busca por emular o que a Apple faz no Mac – como se isso fosse Cálice Sagrado dos computadores – a Microsoft abriu mão do que torna um PC único. (e não estou falando da tela azul da morte). Existe algo no Vista que o leva ao lado direito do cérebro – A terra do Mac.

Quando o assunto é a batalha Mac-versus-PC, um ponto sempre negligenciado é que a maioria das pessoas não gosta dos Macs. Aceite, é a verdade. Portanto, a participação da Apple no mercado é baixa. Não há outra explicação, embora o preço sempre tenha sido uma desculpa. Agora, parece que há algo mais além do preço. Eu, pessoalmente, não gosto do Mac – apesar do tempo rápido de reação do sistema – por causa da sensação que tenho quando salvo arquivos. Sei que parece bobo, mas nunca me senti confortável com isso. A sensação é de uma falta de solidez, que sempre me deu um frio na espinha. Sinto que, se algo estranho acontesse em um Mac, eu nunca seria capaz de recuperar os arquivos. Nunca me senti assim com um PC. Acho que, com o PC, eu ao menos seria capaz de arrancar o disco rígido, colocá-lo em outra máquina e explorar seu conteúdo sem medo.

Isto é apenas um detalhe para as pessoas que tem medo de remover um disco rígido e, para mim, esses são os típicos diretores de arte de uma agência de publicidade que usam Macs. Eles estão comprando a máquina porque é bonita e gostam da sensação que ela passa.

E há o tão discutido comportamento xiita e psicótico de alguns poucos usuários de Mac: Eles vêem a máquina como uma extensão de si mesmos e a defendem da crítica com uma desagradável veemência. Eles representam o pior tipo de radicais de direita. Quem quer se aproximar de gente como essa?

A oportunidade do Linux

É possível que a Microsoft tenha se aventurado muito longe dentro do lado direito do cérebro da computação com o lançamento do Vista. Agora é a oportunidade perfeita para o Linux selar o destino da gigante. E o Linux é um sistema operacional totalmente no lado esquerdo do cérebro. Não é coincidência que três grandes empresas (HP, IBM e Intel) estejam se juntando agora, pois estão cientes da sutil fraqueza do Vista e vêem uma oportunidade de acertar um golpe na Microsoft. Afinal de contas, nenhuma dessas empresas esteve feliz com a Microsoft ou maneira como foram tratadas pela gigante nos últimos anos.

É claro, um campo de batalha unificado a favor do Linux não conta como vitória. Existem ainda o probleminha chato dos aplicativos. Já disso isso antes: até que um clone do Office apareça, completo com um programa do tipo PowerPoint que não seja um trambolho, o Linux nunca vai dominar o desktop. E o StarOffice não presta para a tarefa. E a Adobe teria de portar todos os seus programas para o Linux. E como alguns de seus executivos odeiam o open source (mais precisamente, a linguagem PostScript), a empresa se recusa a migrar o Photoshop, InDesign e o Illustrator para o sistema operacional do pingüim. No começo do ano passado, a Novell fez uma enquete junto ao público sobre os dez programas “mais pedidos” para o Linux, e o resultado foi o seguinte:

1. Photoshop

2. AutoCAD

3. Dreamweaver

4. iTunes

5. Macromedia Studio

6. Flash

7. Quicken

8. Visio

9. QuickBooks

10. Lotus Notes

Quatro dos dez produtos são da Adobe. Dito isso, assumo versões da maioria destes programas já existem “só por precaução”. Se sim, o vento pode mudar e soprar a favor do Linux no desktop tão rapidamente – da noite pro dia, na verdade – que todos ficariam chocados.

Links

[1] - Pagina original do Texto
[2] - BR-LINUX

C, Java ou Python?

Janeiro 30th, 2007

Não sou de fazer repost ou indicações de posts alheios, mas acho legal dar uma olhada
nesse post do Yguaratã Cavalcanti, lá o Yguaratã aborda a facilidade de python comparando-o com C e Java.

É no mínimo interessante para quem gosta de python ou linguagens de programação em geral.

Livre, compatível com o Windows mas não é Linux

Janeiro 30th, 2007


Livre e compatível com o Windows ?

Não, não se trata de mais um Linux e sim do ReactOS que tem como finalidade ser um sistema operacional livre, free open source [2], compatível com os binários do Windows XP e NT, através de um arquitetura similar provida ainda de uma interface publica também equivalente.

Visitando o site [1], em inglês, do projeto verificamos que a interface gráfica é um KDE modificado e parcialmente semelhante ao Windows 98, outros aplicativos livres são fornecidos como o OpenOffice, Firefox e Abiword, o interessante é visualiza-los sendo instalados como através do .exe do windows.

Já a instalação é bem semelhante a tela azul do XP e um gerenciador de boot (como o Lilo e o Grub) é responsável por iniciar a instalação e inicialização do sistema. O suporte aos binários do windows ainda é parcial, é possível no menu Compatibility a direita da pagina, verificar quais programas já são instalados e poucos são recentes, o que também ocorre com os jogos compatíveis (Doom, Quake, Half-Life, etc). Porem, como já é anunciado na pagina inicial, o sistema ainda esta em desenvolvimento e não é aconselhável para o uso diário.

Um Windows grátis chamado ReactOS seria a solução definitiva para a inclusão digital ou propostas semelhantes que estão quebrando a cabeça com o Linux? Eu acho que é cedo para pensar assim sobre o ReactOS, tanto pelo seu desenvolvimento quanto pelo crescimento e aperfeiçoamento do Wine e Cedega no Linux. Uma pergunta também fica no ar: trava igual ao windows? Também não podemos utilizar este parâmetro como determinante uma vez que o sistema ainda esta em desenvolvimento.

Assim como o Linux é baseado no Unix e evoluiu deste então, é possível que o ReactOS possa fazer o mesmo com sua derivação do Windows. Outro ponto que chama a atenção é a possibilidade de estudar o sistema e seu código fonte de uma maneira única a qual não temos com o windows. Talvez a ponto de combinar alguns elementos e favorecer uma compatibilidade entre Linux e ReactOS.

Sendo livre e bem documentado, as possibilidades são inúmeras. E, quem se interessar pode a ajudar a campanha de doações do projeto.

Links:

[1] - http://www.reactos.org/en/index.html

[2] - http://en.wikipedia.org/wiki/FOSS

Imagens:

Mais uma ótima ferramenta do Google…

Janeiro 29th, 2007

Sabe quando está navegando no trabalho, acha-se um site legal e deseja favoritá-lo?

Pois bem, hoje temos muitas alternativas, eu particularmente usava o Del.icio.us, na verdade ainda uso, mas não para bookmarks rápidos.

O Google lançou o “Google Browser Sync“, um sincronizador de informações pessoais para Firefox, basta instalar a extensão em casa e no trabalho, criar um PIN e usufruir dessa, que é mais uma ótima ferramenta criada pelo Google.

Entre as características tem:

  • Restauração de sessão (recupera últimas abas/URLs de uma sessão anterior)
  • Favoritos móveis
  • Cookies móveis
  • Histórico móvel
  • Senhas armazenadas

Clique aqui e conheça melhor a ferramenta!

Debulhando Python - parte 1

Janeiro 23rd, 2007

Bom, como já disse em outros posts, ando estudando python há um tempinho e cada dia fico mais maravilhado

espero poder compartilhar um pouco de sabedoria com meus humildes leitores.

Uma coisa muito legal em python, é a função anônima Lambda. Trata-se de uma função bem funcional! (Trocadilho não-intencional)

Lambda veio da linguagem de programação LISP e foi incorporada por necessidade dos usuarios. Sua origem pura é da álgebra linear

onde lambda é um autovalor usando eu autovetores, autovetores são representados assim: F, e A: V -> V
Agora veremos como isso foi parar em python e sua similaridade com a álgebra linear:

supondo que necessitamos de uma função para fazer calculos complexos em python (exemplo simples e inutil na vida real):

#função para elevar numero ao cubo e somar por ele mesmo
def calculo1(valor):
resultado=(valor**3)+valor
	return resultado

#usando a função:
print calculo1(243) #a saída será: 14349150

#agora usando lambda não precisaremos definir
#uma função, basta usar uma função anônima,
#veja porquê é funcional:

print (lambda valor: (valor**3)+valor)(243)
#a saída será: 14349150

PRONTO!

Aí você me diz: -”Poxa, mas pra quê isso tudo?” ou “Lambda é complicado, prefiro usar um função normal”

mas como eu disse, foi só um exemplo simples, mas vamos usar algo levemente mais criativo:

Imagine uma lista de tuplas, cada tupla com um par de valores sendo o primeiro item do par uma string e o segundo item um inteiro

que tal somarmos os valores inteiros de cada tupla na lista ou mesmo gerar uma nova lista só de inteiros??

usaremos a função reduce do python, dedicarei outro post somente às funções embutidas na linguagem, por hora vamos simplesmente implementar reduce usando lambda:

lista = [("abc",1),("cde",2),("a",3),("b",4),("c",5),
("d",6),("g",7),("a",32)]

novaLista=[]
soma=0

for cadaTupla in lista:
valor+=reduce(lambda campo1, campo2: campo2, cadaTupla)
novaLista.append( reduce(lambda campo1, campo2: campo2, cadaTupla) )

#o resultado do laço acima é:

novalista == [1,2,3,4,5,6,7,32]

soma == 60


Bom, por enquanto é só isso, espero contribuir cada vez mais nessa novela. Comentários são bem vindos!