GUIA RÁPIDO: BAIXANDO MP3 NO SEU DEBIAN/UBUNTU

Julho 28th, 2006

Este guia baseia-se num tutorial que encontrei na net mas já não consigo mais encontar.

Vamos lá!

Ferramentas Utilizadas:

Gift + Apollon + libraries com suporte a 2 redes p2p bem conhecidas: Ares e FastTrack.

Em suma: Gift é um programa que procura arquivos em redes p2p, porém é um daemon*

Apollon é um front-end** para manusear o GifT

*daemon: É um processo que roda em segundo plano e age sem que o usuário perceba.

**front-end: É uma facilidade para o manuseamento de aplicativos, normalmente os frontends são bem bonitos e intuitivos. No caso do GiFT, seu manuseio é em modo-texto, algo bem desgastante. Daí o Apollon entra e facilita tudo!

Obtendo e Instalando:

Habilite todos os repositórios que vem em seu debian ou ubuntu.

No caso do ubuntu habilite, inclusive, os repositórios multiverse e universe para que você tenha uma gama maior de aplicativos.

No terminal como root:

apt-get update

aptitude install gift apollon

cd /root/

mkdir arquivos_deb

cd arquivos_deb

wget http://gabrielteratos.oi.com.br/libares-gift_0.2.2-1_i386.deb

wget http://gabrielteratos.oi.com.br/libfasttrack-gift_0.8.9-1_i386.deb

dpkg -i *

________________________________

No terminal, logado com seu usuário padrão, no meu caso “zeca”:

cd /home/zeca/

wget http://gabrielteratos.oi.com.br/giFT.tar.bz2

tar xjvf giFT.tar.bz2

_________________________________

Pronto, agora basta abrir seu apollon e buscar suas mp3

O GiFT vem, por padrão, com suporte às redes P2P gnutella e OpenFT.

Com os 2 pacotes deb baixados aqui você instala suporte a mais 2 redes: Ares e FastTrack, sendo esta última a rede padrão do Kazaa.

O arquivo que se baixa como usuário comum são as configurações básicas pro funcionamento do Gift+Apollon+Redes P2P

se quiser baixar MP3 como outro usuário, repita o ultimo processo, desta vez logado no terminal com o usuário desejado e substituindo novamente o “zeca” pelo nome do seu usuário.

Bom proveito!

Dúvidas: gabrielteratos@gmail.com

Mais um triste golpe contra o Software Livre

Julho 24th, 2006
Sou um daqueles caras que sempre compram revista que falem do Linux. Como aluno do Curso Gestão em Software Livre da UNI-BH tenho procurado conhecer mais sobre o universo do Software Livre em todos os meios de comunicação. Recentemente adquiri em bancas a revista Pequenas Empresas, Grandes Negócios cuja chamada da capa é “Linux, se é de graça, por que até hoje não emplacou?” Link da Revista

O Editor já dá uma pista do que a repórter procurou escrever aos leitores “(…) Viviane conseguiu ir além da paixão e explicar, de forma simples e clara, por que o Linux apesar de ser um programa gratuito, não conquista a maioria dos usuários de computador”.

Porem o que temos é uma matéria tendenciosa onde sabemos que a repórter não pesquisou além do que esta citado nas pesquisas da Microsoft ou colocado nos jornais de tecnologia de 10 anos atrás. Mais um triste golpe contra o Software Livre e as iniciativas de quem trabalha serio com ele.

Tentei resumir a abaixo o que eu vejo de mais “grave” na matéria:

Pouco conhecimento dos reais aplicativos e distribuições atuais. Novamente a reporter não possui conhecimento do cenário que envolve o Linux no plano corporativo, de certa forma a reportagem tem um foco nos chamados “xiitas do Linux” causando uma impressão negativa por taxa-los como um bando de cães irracionais e ferozes defendendo o seu Osso Linux.

O linux é visto como há 10 anos atrás, a autora da matéria parece desconhecer versões simples e de fácil uso como o Kurumin, Famelix ou com grande suporte como o Suse da Novel ou o Ubuntu da Canonical. Nem mesmo os avanços gráficos são apresentados. Ficamos com aquele idéia de “complicado e somente para nerd”.

Falta de padrão para analise comparativa. Por exemplo, o Linux requer treinamento e um especialista para configuração com custo elevado, mas estes custos são diluídos com o suporte reduzido a longo prazo. Muitos técnicos estão alarmados com a situação de que sem o Windows eles não vão poder ganhar dinheiro com o suporte a formatações constantes contra vírus e outros males.

A matéria tenta ser realista e imparcial, mas grande parte dos números de comparação citados são de pesquisas realizadas pela Microsoft. Se grandes empresas conseguiram se dar bem com o Linux (Casas Bahia, Telemar, etc..) porque se basear fortemente naqueles pequenas e medias que não conseguiram? Toda empresa deseja crescer e realizar investimentos corretos a curto e longo prazo o que pode ser aos poucos a adoção do Software Livre e não o seu corte irracional por seguir um exemplo que não reflete sua realidade. O linux de hoje em dia é tão versátil quando fácil de ser compreendido quando bem explicado.

A reporte insiste no seu Linux complicado, caro para implementação e totalmente obscurecido por ser usado apenas por 1% dos computadores mundo. Outros fatores são aplicados como novamente o fato do governo esta alcançando prejuízos com a adoção do Software Livre, seguido os passos da Revista Veja, acusa a ala mais socialista de buscar inspirações utópicas com a liberdade do Software Livre. Novamente falta de informação, desserviço a comunidade como um todo, ao universo de quem trabalha serio com o Linux e não se trata de um nerd infantil taxado de cracker.

Mas um fato deve ser reconhecido. O tiroteio para todos os lados já começou e com certeza a pressão do Linux já produz frutos onde por trás de uma suposta visão menos apaixonante e mais realista se esconde uma falta de profissionalismo e muito paranóia.

Trabalho em uma escola de Informática onde um dos laboratórios foi transformado em Lan House, no inicio com o Windows ficamos vulneráveis a vírus, o numero de incidentes era grande, além do linux que ficava sendo jogado na rede. Instalei a distro Famelix e precisei apenas re-ensinar como abrir o disquete, numa janela, e arrastar um documento para o seu interior, procedimento que foi rapidamente compreendido e que deveria ser do conhecimento de quem já usa um computador.

O uso da Lanhouse aumentou o seu faturamento com o tempo e a mesma é recomendada a outros usuários. Tivemos 5% de problemas com sites a serem acessados o que mostra que o avanço é grande. Quanta a dificuldade em instalar e usar as imagens abaixo demonstram que o Famelix não provoca medo no usuário:

Submount, a solução para montagem de volumes em kernel 2.6

Julho 22nd, 2006

Um ponto fraco do linux em aplicações rotineiras é a montagem de volumes, principalmente quando se trata de lugares com uso constante de disquetes.Daí, há um tempo o pessoal da conectiva(sim, na época do conectiva) implementou o supermount no seu kernel.

Supermount? Que bicho é esse?

Trata-se de um patch compatível com o kernel 2.4.x, utilizado na época. Como todo patch, ele é aplciado ao código-fonte do kernel e habilitado na hora da compilação.

Sua função é fazer com que o volume indicado funcione como no sistema operacional proprietário que conhecemos bem: Um clique no ícone do drive e ele é acessado sem necessidade de montagem manual.

Essa característica tem seus prós e contras:

No linux ao montar um CD(por exemplo), o drive fica travado e enquanto estiver sendo usado, por mais que o uauário aperte o botão ejetar o cd não sai; Quando o cd é desmontado o drive é liberado.

No SO proprietário, mesmo que o cd esteja em uso(exemplo: cópia de arquivos), ao apertar o botão ejetar o cd sai, interrompendo o processod e cópia.

No entanto, no caso de disquetes essa “montagem automática” seria muito útil.

Aí entraria o supermount.

Até aí parece ser bem simples, mas aos poucos os problemas vem…

Imagine que temos um hardware muito novo para o kernel 2.4, ou que precisamos de implantações muito recentes, encontradas somente no kernel 2.6… como proceder???

No site oficial do supermount encontramos uma versão do supermount portada para o kernel 2.6, mas tive tentativas falhas ao usá-lo devido à particularidades no patch com a distribuição Gentoo, daí numa necessidade absurda de utilizar essa funcionalidade de montagem fui buscando, foi aí que conheci o submount, em suma ele faz a mesma coisa que o supermount, mas é algo mais atual, compatível específicamente com o Kernel 2.6.

Download

a versão 0.9 do submount pode ser obtida em:

http://ufpr.dl.sourceforge.net/sourceforge/submount/submount-0.9.tar.gz

 

Instalação num Debian Etch

Como root:

Precisaremos de alguns pacotes:

apt-get install make gcc build-essentials automake autoconf
cd /usr/src

mkdir submount

cd submount

wget http://ufpr.dl.sourceforge.net/sourceforge/submount/submount-0.9.tar.gz

tar -xzvf submount-0.9.tar.gz
cd submount-0.9

Dentro da pasta temos 2 subpastas:

subfs-0.9 submountd-0.9

subfs-0.9: É o subfilesystem, sistema de arquivos que identificará a mídia e mostrará-ao kernel.

submountd-0.9: Um programa que se encarregará de montar automaticamente a mídia.

Instalando o subfs

cd subfs-0.9

make

make install

instalando o submountd

cd ../submountd-0.9

./configure

make

make install

Instalação e configuração do módulo

*agora vamos entrar na pasta onde ficam os módulos do seu kernel:

/lib/modules/<versão do seu kernel>/build

dentro da pastacompile o módulo com

make modules_install
make

make install

pronto, estamos com o módulo compilado, agora vaos carregá-lo

cd /lib/modules/<versão do seu kernel>/kernel/fs/subfs
modprobe subfs

*(o kernel que você pretende instalar o módulo deve estar rodando, caso queira instalar em outro kernel faça um reboot e entre pelo kernel que deseja instalar o submount)

Utilização

Agora vem a parte mais fácil, para usar basta configurar seu fstab, vamos lá:

fazendo um backup do seu fstab original:

cp /etc/fstab /etc/fstab.original
agora edite o fstab

vi /etc/fstab

e substitua as informaços do floppy, deixando assim:

/dev/fd0 /mnt/floppy subfs fs=floppyfss,iocharset=iso8859-1,sync,umask=0 0 0

*no lugar de /mnt/floppy você pode colcoar m pondo de montagem preferido.

Pronto! Agora é reiniciar o pc e ver a coisa funcionando!

Basta acessar a pasta escolhida como ponto de montagem e o disquete será montado automáticamente e desmontado após a leitura ou gravação! Perfeito!

O mesmo pode ser feito com cdrom. No fstab ficaria algo como:

/dev/cdrom /mnt/cdrom subfs fs=cdfss,ro,iocharset=iso8859-1,umask=0 0 0

Espero ter ajudado!

Até a próxima!

Ubuntu em um Laptop

Julho 16th, 2006

Ubuntu 6.06 em um Lap Top

Vamos direto ao ponto é um NEC Pentium III Mobile1000MHz, com cache de 512 kb e 256 de ram, o espaço total para a instalação é de 3 GB, em um HD com um total de 20 GB. Os outros 17 GB estão ocupados com o Windows e o Kurumin 6.0. O Lap top não é meu, e o Kurumin era o linux que mais agrava ao seu dono que não podia abrir mão do Windows devido a um aplicativo importante no seu dia a dia de serviço.

O resultado final é uma surpresa visual e funcional. Aproveitei que os meus Cds de instalação chegaram via correio, direto da Africa do sul e fiz a minha instalação com o Ubuntu versão final. Nas outras instalações eu havia usado versões ainda em desenvolvimento e eu já gostava do que estava experimentando. Nesta versão final o visual foi finalizado com capricho. E ve-lo rodando no Laptop (onde digito este texto) é surpreendente. Não mudei nem o tema default marrom e laranja.

Mas, ao contrario do Kurumin eu deveria fazer algumas instalações para poder usar melhor o Ubuntu, principalmente em relação a internet e alguns formatados de áudio. Estas instalações sempre foram bem longas uma vez que envolvia novas fontes de pacotes para o apt e a busca dos próprios pacotes. Mas a descoberta do Automatix mudou tudo. Fazendo uso da senha do usuário principal e de uma senha a instalação não se complicada mais. É claro que existe a necessidade de uma boa conexão com a internet.

Entre os principais pacotes estão: Flash Player com plugin para o Firefox, Java, fontes do windows, Mplayer e plugin do mesmo para o Firefox, VLC Midia Player e plugins de áudio. Instalei também um script que abre com o botão direito do mouse possibilita o uso do gedit e do nautilus como root. Configurado o teclado, eu fiquei surpreso com a visualização dos tipos do teclado a direita do nome de cada modelo. Coloquei um icone de inicialização rapida o Open Office que é outro aplicativo que apesar de ser competitivo com o Office da Microsoft, tem um tempo de inicialização muito grande no Linux.

O Ubuntu agora roda de forma comparada ao Kurumin (ou seja com facilidades e comodidades ao usuário do Laptop que visualiza as suas paginas e ouve algumas musicas localizada nas outras partições sem muita dor de cabeça e preocupações.) e o único lado ruim foi fazer uma versão do Gnome com apenas uma barra, como no caso do Gnome do Suse 10.1.

O Ubuntu 6.06 é definitivamente um passo adiante do Linux em Desktop. Apesar do Automatix não ser facilmente encontrado como solução para a pós instalação, basta isto na minha opinião para o Ubuntu completar as necessidades do usuário, compensa o trabalho que é menor do que em outros distribuições 100% livre como o Debian.

Eu li que haverá um repositório de aplicativos de licença fechada para o Ubuntu, o que já demonstrar uma facilidade ainda maior. Espero conseguir realizar este mesmo desempenho de instalação na Lan-House do meu serviço.

links de ajuda:

Howto: Install Automatix On Ubuntu, Xubuntu Dapper And All Versions of Breezy - Ubuntu Forums

Senha: o seu computador merece

Julho 12th, 2006

Senha: o seu computador merece

Na realidade, a idéia deste post é falar levemente sobre segurança. Principalmente nos dias de hoje, o mega universo da internet abriu as “portas” dos computadores para todo o tipo de risco.

Quando falamos em segurança na área de computadores, teremos inúmeros aspectos, sendo a sua maioria técnica. Neste mundo de Firewall, proxy e configurações finas temos pouco espaço para o usuário leigo. Nem tudo esta perdido para ele. Existem alguns parâmetros no Linux que combinados com a idéia “usem uma senha” que podem ajudar muito.

Um computador pode muita bem se proteger através de uma senha. Algo como uma frase ou o próprio nome do usuário. Apesar do dia a dia de trabalho e idas ao banco tornarem o uso da senha algo cansativo para o usuário, utiliza-la no computador pode torna-se uma questão de segurança em longo prazo.

No linux temos sempre pelo menos dois usuários no sistema: o root (administrador – ou seja – aquele que cuida da configuração do sistema) e o usuário comum (eu, você etc). Para poder instalar um programa no Linux, temos que realizar esta operação como root e para tal, na maioria das distribuições, devemos digitar uma senha.

No Windows temos o usuário limitado que funciona de maneira semelhante, mas não chega impedir que programas maliciosos ataquem o sistema. Já no Linux, se um programa malicioso tentar desempenhar algumas funções de administrador diretamente nas configurações do sistema, a senha do usuário root será solicitada. Desta forma, se subitamente a senha foi requisitada sem que o usuário saiba o motivo, basta nega-la e parte do problema estará resolvido.

Para facilitar, o Linux possui um comando (comandos são programas que em vez de clicarmos em cima deles duas vezes para ativá-los, devemos digitar seu nome e alguns parâmetros na tela preta do shell, que lembra de certa forma o uso do DOS) chamado sudo que libera as ações de administração para o usuário comum.

Na distribuição UBUNTU a senha do usuário funciona em parceria com o comando SUDO de modo que o usuário inicial tenha apenas uma senha para usar o sistema. Esta facilidade torna-se perigosa quando o usuário edita as funções do sudo de forma que nenhuma senha é solicitada no shell de comando.

Sem necessidade de senha o usuário torna-se cômodo. E é nesta comodidade que reside, em minha opinião, um dos grandes problemas. Após um tempo ensinando onde trabalho as pessoas a usarem o computador, tenho visto que elas acostumam-se rapidamente a uma função e tentem a não mudar. Se o usuário se acostumou a não usar senhas ele pode rapidamente realizar operações de risco ao sistema.

Existe muito por trás de configurar um sistema Linux e administra-lo. Maior ainda é o numero de erros que um usuário pode causa ao simplesmente torna-se cômodo. A senha pode ser o primeiro, o que virá quando ele deixar de observar algumas sutilezas nesta ou em outra mensagem enviada por um amigo suspeito, empresa de cartões virtuais ou simples recado do orkut?

Meu post é para reflexão. Não um tutorial. Na internet, as maiorias dos tutoriais são feitos para quem quer conhecer o assunto e não para todos que querem fazer uso do assunto. Devemos reeducar nossa forma de observar o computador e suas funções. Enquanto houver pessoas com intenções ruins no mundo, não poderemos deixar a janela aberta numa noite calor. Por mais que seja confortável.