Filosofia do Software Livre - II

Junho 22nd, 2006
Parte II: Uma resposta, uma solução

No post anterior abordei a origem do termo Software Livre e alguns aspectos que envolvem o mundo dos Softwares Proprietário. O foco final ficou por conta da situação: hoje em dia a maioria dos computadores caseiros e algumas empresas utilizam software pirata e com isto tornam-se alvos de programas maliciosos (furos de segurança) as empresas por sua vez passam a ter uma situação de ilegalidade.

Este sistema de insegurança e ilegalidade é complementado por usuários que pagaram caro por um suposto suporte, mas recebem um atendimento deficiente ou, em muitos casos, treinamento algum. Eu já ouvir falar que as empresas pagam para terem suporte e segurança caso algo saia errado. Mas, em muitas delas, o suporte ao Windows vem de técnicos que fizeram cursos em escolhas técnizas e não de membros da Microsoft. Desta forma, o preço que se paga pelo sistema operacional de grande conhecimento não é garantia de suporte.

É neste cenário que a cada dia cresce uma nova opção que já demonstrar diferenças importantes e essenciais. Trata-se da Filosofia do Software Livre.

Como também citei no ultimo post, a filosofia ao Software Livre é acima de tudo um respeito ao uso de um aplicativo. Se queremos fazer um serviço e desempenhar o melhor com o que sabemos, temos que ter um conhecimento pleno e reconhecer os desafios que podem surgir fruto de erros.

Ao se utilizar um computador temos a certeza de que é fácil. É o que todos dizem. De olhos fechados faremos qualquer coisa. Mas na verdade, o que precisamos é olhar de perto e perceber que certas operações, por mais fácieis, devem ser tomadas com cuidado. (Quem não sabe de alguém que acreditou naquela mensagem do Orkut: veja as fotos da ultima festa?)

Se você esta conectado a internet, então se prepare para um território perigoso. Se você nunca fez um curso de informática, ou um curso que pelo menos chamou a sua atenção para elementos essenciais de segurança e operação prepara-se para ficar em duvida com as coisas que parecem sumir de repente. Nada pior do que a sensação de que não é tão fácil quando parece. Mesmo quem já tem certa facilidade acaba caindo em erros simples como gravar a senha em algum lugar pq não leu a devida mensagem que apareceu na tela.

Voltando ao Software Livre e a sua filosofia, podemos dizer que ela resume ao uso consciente do computador, no estudo das funções por trás de cada clique ou do código liberado. Será que todos querem nos dias de hoje sentar diante de um computador e estuda-lo? Onde teremos aquela de diversão de apenas lidar com um orkut ou MSN?

É claro que não precisamos abraçar a filosofia do Software Livre como se esta fosse a única forma de usar um computador. Mas alguns toques são importantes para melhorar ou mesmo conhecer algum determinado parâmetro que sempre apresentava algum erro.

Os programadores por trás do Software Livre buscam não apenas desenvolver aplicativos “grátis” mas possibilitar que o conhecimento ali empregado esteja disponível a todos. Em uma comunidade de Software Livre a aperfeiçoamento vem através de uma comunidade cansada dos erros encontrados em outros software com idéias inovadoras que são melhoradas numa verdadeira tempestade mental de sugestões e inovações.

Esta usando um Software Livre e teve duvida? Basta reporta-la aos inúmeros fóruns e listas de discussão cuja comunidade seja ativa que alguém deve lhe ajudar. Em muitos casos a ajuda é através de um tutorial ou de algum endereço, apesar de ser uma forma mais trabalhosa de obter a resposta ela também serve de aviso: não fique esperando as coisas cairem de mão beijada, em alguns casos é importante querer o conhecimento.

Outro ponto chave na filosofia do Software Livre é o seu “produto”. Com o código aberto e o desenvolvimento apoiado por uma comunidade organizada e legalizada o software que adquirimos como Livre e de certa forma isento de custo é também isento de vírus e outros programas maliciosos. Formas de desenvolvimento como do Debian (www.debian.org) exibe um controle de qualidade superior a outros aplicativos do mercado. Tudo, distribuído sem custo valorizando a Filosofia por trás do projeto GNU e da FSF.

Quanto estamos falando de Software Livre, não estamos falando apenas de um produto, mas de uma abordagem ampla das possibilidade de se usar um computador. Falamos também em economia de custo e na possibilidade de muitos técnicos utilizarem seu conhecimento não só para tirar duvidas mas para compartilhar o conhecimento.

As empresas que aos poucos tem feito migrações para o Software Livre trazem experiências claras onde o maior inimigo de uma transposição do modelo fechado ao aberto é a o sentimento de encontrar algo diferente e uma certa preguiça em apreender. No Brasil, onde a população não esta acostumada a ler ou mesmo querer apreender algo novo, a barreira aumenta. Mas, é possível conquistar com demonstrações e tutoriais rápidos.

Apesar do investimento em treinamento parece alto. Mas na realidade, comparado a economia com licença este treinamento pode se aproveitado para retirar dos usuários erros que muitas vezes não são reportados ao suporte. Uma reciclagem no uso do computador trará junto com a novidade do Software Livre um clima de segurança e valorização. Afinal de contas eles vão saber operar as duas plataformas.

O ponto que gosto de sempre de dizer é do cultura do “pirata”. Ela se manifesta até mesmo entre os mais nobres usuários de computador. Quem não deseja baixar aquele álbum para ouvir na Pendrive ou em casa? É importante verifar que a “pirataria” esta além do dilema “vamos pressionar para que o preço fique mais baixo”, muitos músicos não tem culpa da valorização de seu trabalho. Muitos artísticas não podem viver de ar para produzir musica grátis. Neste cabo de força temos sempre a perda de valores dos dois lados.

A “pirataria” ajudou na difusão do Windows, mas qual o custo desta cultura do mais barato? Quantas empresas não podem ser fechadas por ilegalidade? Quantas senhas não estão correndo o risco de sem roubadas?

O Software Livre é seguro. O software livre pode ser desenvolvido e aplicado a realidade da empresa. Sempre teremos programadores e uma comunidade ativa na internet, e desta forma os programas são vão estar evoluindo como acontece nos dias de hoje!

Empresas como a IBM, Novell e o próprio Google tem seus olhos atentos no Software Livre. São empresas com nome no mercado e que possuem produtos top de linhas. Se um empresa preicsa de um outra empresa para confiar no Software Livre o cenário esta mais do que propicio com case de sucessos e suporte de qualidade.

Eu poderia ir e vim com mais exemplos mas acho que este post tomou um tamanho além do meu esperado! :)
Pude falar de como nos dias de hoje o surgimento do Sofware Livre é uma possibilidade de legalidade, aprendizado e evolução. E como todo o investimento particular ou corporativo, exige pesquisa, treinamento e estudo. Elementos fundamentais para que tenhamos sempre um bom planejamento para o futuro de crescimentos.

Software Livre esta no Linux mas pode ser usado no Windows também. Não precisamos de extremos. E acima de tudo lembremos que o estudo e conhecimento compartilhado possibilitam uma comunidade fortalecida e um produto de qualidades plenamente aproveitadas!

Filosofia do Software Livre

Junho 19th, 2006

1ª Parte: O que é e o famoso “Pirata e Inseguro”

Filosofia:

do Lat. philosophia philosophía, amor ao saber
s. f.,
ciência geral dos princípios e das causas;
investigação dos princípios essenciais que supõem uma ciência particular;
doutrina filosófica;
razão, sabedoria;
força moral e elevação de espírito com que o Homem se coloca acima dos preconceitos;
amor ao saber.

Software Livre:

Definição que tem origem na língua inglesa (Free Software) e características os softwares que não somente são distribuídos de forma grátis mas que acima de tudo possuem seu código fonte (ou seja o código de como o programa age, ou executa as suas funções) aberto e livre para ser alterado e distribuído livremente. É claro que as mudanças e distribuições respeitam os autores iniciais do código fonte.

Quando decidir fazer o curso de Gestão em Tecnologia de Software Livre da UNI-BH algumas pessoas ficaram sem saber o que realmente era o curso ou se era mais um destes cursos rápidos de formação superior retirado de uma grade maior. Mais do que uma especialidade, Software Livre é uma filosofia de desenvolvimento e evolução dos aplicativos que cercam o nosso mundo tecnológico.

Quando falo em aplicativos, estou me referindo as diversos programas, similares aos que muitos usam no dia a dia, tais como calculadoras, Word, photoshop etc. Programas que surgiram com uma idéia que aos poucos tem colocado em xeque as questões de mercado e software.

Duas figuras são importantes quando falamos da atual forma da Filosofia do Software Livre. A primeira é Richard Stallman da Free Software ou FSF e que no inicio dos anos 80, após uma decepção ao tentar interagir com um software proprietário e fechado (ele era um programador do MIT) desenvolveu uma meta: criar uma serie de aplicativos e um SO 100% livre, com código fonte aberto para que o mesmo fosse distribuído, estudado e alterado, mantendo os devidos créditos.

Para Stallman os programas criados deveriam seguir a idéia de outros conhecimentos como a Matemática, cujo saber não possui um dono e sim descobridores, pesquisadores e desenvolvedores. Ou seja, cada nova descoberta Matemática ajuda a humanidade a crescer como um todo. O descobridor recebe devidos créditos e todos aproveitam para crescer. Assim deveria ser com os programas apadrinhados sobre a GPL, ou, licença que protege e valida os Software Livres. A visão de Stallman abriu um novo paradigma para a comunidade de desenvolvedores e entusiastas da programação e tecnologia. Uma comunidade aperfeiçoando e criando junto. Nascia também o GNU, um dos símbolos da GPL, da FSF e das ideias de Stallman.

Os Ecos desta idéia chegaram vieram se encontrar com os projetos de Linus Torvalds um estudante de Ciência da Computação de Helsing, na Finlândia, que após uma “decepção” com o Software Minix (um SO originado do UNIX) tratou de desenvolver o seu próprio sistema operacional que foi lançado na rede de computadores da época para receber sugestões e contribuições. Esta nascendo o Linux que foi registrado sobre a licença da GPL. Este Linux inicial era nada mais do que o Kernel ou núcleo do sistema.

O Linux que temos hoje é fruto do casamento do Kernel desenvolvido do Linus e seus contribuintes e os vários Softwares também licenciados sobre a GPL. Muitos alegam que a verdadeira forma para chamar o Linux é de GNU/Linux, demonstrando nominalmente o casamento entre o Kernel e os aplicativos da GPL.

Dentro de toda esta longa historia que resumi a acima, tivemos também o aparecimento de uma nova Filosofia, um cultura de trabalho e reconhecimento. E também uma nova visão de mercado de negócios e trabalho.

Aos poucos o mundo passou a descobrir o alto custo de se manter um Software Proprietário operando (ou rodando como também dizem) em empresas e residências. Quando falo de custo não falo apenas financeiros (se você tem uma empresa, então prepare-se para gastar pelo menos uns 500 reais por maquina para poder usar o Windows, além de adquirir também mais custos com outros programas como o Office) mas de segurança.

No quesito segurança eu abro espaço para o famoso Software pirata, comprado no através do anuncio do Jornal (com a comodidade de entrega em casa) ou “baixado” pela internet. Muitos destes softwares podem apresentar programas maliciosos que no final fazem com que o barato saia caro. Tristemente o Software proprietário evoluiu para a filosofia do “Pirata e inseguro”.

Uma empresa precisa esta em dia com seus impostos e questões legais, assim como precisa esta em dia com seus Softwares devidamente legalizados. Um computador residência deve ser útil e seguro para evitar que senhas sejam roubadas ou arquivos importantes como as fotos de um aniversário não sejam apagadas misteriosamente. Mas como isto acontece se temos a filosofia do “Pirata e inseguro” como única maneira de usar o que é supostamente mais facil ou eficiente?

Outra idéia que sustenta o “Pirata e inseguro” é que com um Software reconhecido e usado pela maioria teremos um produto seguro ou com suporte infalível. Pensem em suporte como aquela ajuda que todos desejam quando algo acontece e por sua vez impede de continuamos usando o computador.

(Rápido, chamem o técnico pq as minhas contas sumiram, junto com as fotos de casamento e as minhas musicas)

Quantas vezes a resposta do suporte não foi um: apague tudo e instale de novo. Compre uma nova maquina. A solução é muito cara e é melhor começar tudo de novo. Ou simplesmente uma longa espera ao telefone. Quem trabalha com suporte sabe que nem ao longo do tempo o usuário é visto como um incomodo. Nem sempre o que é pago é o melhor. Nem todo software pago possui suporte.

O maior inimigo continua sendo o “Pirata e inseguro” que facilita ao usuário uma facilidade que depois torna-se uma dor de cabeça. Falta não somente um conscientização na instalação mas também no uso. Se a dor não veio porque o Software é “Pirata e inseguro” é pq o usuário não recebeu a informação correta do seu erro e assim continua sendo usado para gerar mais lucros aos aproveitadores de manutenção.

(Ele é burro. Quanto mais burrice fizer, mais vezes vou voltar aqui e ganhar minha grana fácil).

Existe alguma luz?Mesmo que seja uma proposta a ser estudada?

Sim, Tanto na questão de um produto, quando numa forma de uso consciente. Eu a chamo de Filosofia do Software Livre. Muitos devem ter feito uma relação entre o que eu comecei falando e o que eu citei agora no final.

Para que não fique muito grande vou posta-la em uma segunda parte onde poderei aprofundar as idéias usando esta primeira parte como introdução. Lembrando que existe também um post sobre Sistema Operacional que pode ser bem útil. Nesta quarta-feira eu posto a segunda parte.

Música e Binários

Junho 16th, 2006
Musica e Binários
Depois de SO eu apresento aos leitores o Kraftwerk (em alemão: Usina de Força) e a ligação deste grupo musical com a temática que abordo neste blog.

Como já escrevi aqui, entretenimento é uma das formas que ajudou o computador a fazer parte do nosso dia a dia e através dele todos podem ter um pouco de contado com a tecnologia que sempre aparece nas bancas de jornais como rotulo de inovadora. Se antes tínhamos um analfabetismo fruto da não compreensão dos nosso alfabeto sobre o papel hoje também podemos falar do analfabetismo computacional o que demonstrar como a tecnologia e informática vieram para compor o ambiente tal como uma televisão colorida.

Nos primórdios da musica alemã pós segunda guerra mundial a juventude daquele pais sofreu um anestesia sonora e com pouca originalidade. A musica vinha de fora e era em alguns casos reciclada. Processo que mudou aos poucos com grupos que experimentavam o elemento eletrônico em suas musicas. Mesmo que de forma discreta e barulhenta. Neste universo os músicos Ralf Hütter e Florian Schneider se conheceram e através da sua primeira banda Organisation iniciaram o longo caminho a se tornarem uma banda de destaque no cenário da musica mundial. Principalmente por abraçar a tecnologia em suas musicas.

E não foi uma influencia discreta que a tecnologia se fez sobre o grupo. Musicas completas são dedicas da temas como informação, radio, transmissão e eletrônica. Um dos grandes momentos da banda é o disco Computer Welt (ou Computer World) onde da capa a musica o elemento computador domina. E foi o disco que me fez encontrar nesta banda um som atraente, minimalista ao mesmo tempo que frio e introspectivo.

Veja este pedaço de uma entrevista do grupo em 1975:

“Nós crescemos impressionados com a tecnologia e o maquinário rítmico que usamos na nossa música, assim como nos aspectos mecânicos da vida moderna. A tecnologia não é uma inimiga para nós, nós a usamos de maneira adequada. Também gostamos de coisas naturais, mas é errado falar que isso é melhor ou pior do que a máquina. Você deve aceitar essas coisas”, disse Florian.

E sobre o Computer Welt posso citar:

“Computer World falava da importância que os computadores ocupavam na vida. Desde uma simples calculadora - “Pocket Calculator” - até o amor pelo computador - “Computer Love” e os primeiros passos no uso doméstico - “Home Computer”. Algumas críticas disseram que o Kraftwerk havia perdido o ato de prever o futuro e que eles estavam abordando assuntos banais. Mas o fato é que o grupo sempre se cercou e falou dos temas cotidianos da vida. Outra crítica era de caminharem na contramão dos acontecimentos dentro da Alemanha, já que o Kraftwerk celebrava a chegada da tecnologia, enquanto o computador central da polícia alemã causava uma paranóia em seus cidadãos.” (fonte: http://www.beatrix.pro.br/musica/kraftwerk.htm)

Tenho comigo um CD original do Computer Welt é o que eu mais gosto de ouvir. Tanto que o título deste blog é uma das musicas do disco.

E eu recomendo a banda. As letras e o clima das musicas parecem completar o ambiente onde trabalho e trazem inspiração quando venho escrever. Talvez não seja o tipo de texto que encontramos nos blogs sobre Linux, mas fica uma sensação de que tem a ver. Principalmente porque a banda, assim como muitos usuários experientes no linux, são peritos em buscar sempre modificar o que esta ao seu alcance, produzindo mais do que um simples clique ou nota.

Veja abaixo a capa do disco e perceba por si só como a banda estava a frente do seu tempo nos idos de 1981:


Atendendo a sugestões dos comentários do ultimo post, segue a relação dos próximos temas abordados e que devem começar a ser postados na segunda-feira, a idéia é pelo menos atualizar a cada 3 dias ou duas vezes por semana. Mas com o retorno das aulas em Agosto devo atualizar uma vez a cada duas semana:

  • Filosofia do Software Livre
  • A comunidade e o Linux
  • O Linux e seu potencial
Claro que tudo funciona de forma flexível e que devo postar algumas noticias também ou fazer reflexões de ultima hora sobre algum assunto polêmico. A idéia é continuar formando a base do que virá depois!

Sistema Operacional?

Junho 15th, 2006

Sistema Operacional?

Bom, existe uma necessidade de um princípio para estabelecer uma base eficiente de onde teremos um historia para refletir. Então, entre palavras bonitas para começarmos resolvo falar um pouco de Sistema Operacional, ou SO e a minha experiência com ele.

O Sistema Operacional é uma camada de aplicativos envolta de um Kernel, este também um conjunto de instruções, que faz ponte entre o Hardware e o Usuário. Essencial no crescimento da informática, o SO desenvolveu diversas formas de ser assimilado pela população, sendo o famoso clicar e arrastar janelas o determinante do seu sucesso. Junto com certeza de um bom suporte a Multimídia, jogos e entretenimento como um todo (junte tudo no tempero “internet” e o sucesso foi ainda maior).

Atualmente o crescimento do SO também significou uma cultura em volta do Sistema Proprietário cujo nome do seu maior representante já demonstra um dos pontos determinantes do seu sucesso: Windows (janelas). Foi por ele que comecei como um usuário bem mediocre e com um medo constante de criar caos onde tudo parecia em ordem.

Na escola que trabalho vejo que o medo de criar instabilidade no PC é uma tendência maior do que não saber operar o mesmo.

O meu crescimento na informática veio pela indicação de um amigo e muito treinamento. Descobrir por conta própria cerca de 50% do que sei e considero que foi o marco para me aproximar do que faço hoje em dia.

Voltando ao nosso assunto inicial, engana-se quem considerar o Windows o unico representante de um SO, temos uma familia de herdeiros do UNIX, tais como HP-UX, SOLARIS e o GNU/LINUX (que é o SO que uso nos dias de hoje ao lado do Windows e que é também tema deste Blogger).

O Linux cresceu lado a lado ao Windowns, porem com uma utilidade mais restrita a conhecedores de informática e aventureiros de BITs. Em alguns instante o Windows possui muitos atrativos para os olhos (Candy Eyes) enquanto o Linux era feio e eficiente em servidores. Para operar o Linux era necessário uma abstração das janelas e um domínio de diversos comandos e parâmetros de configuração.

Um lado positivo de se operar um SO Linux é o desenvolvimento do Usuário/técnico que demonstra um domínio profundo de características de seu objeto de manuseio a ponto de recria-lo para sanar os mais diversos problemas, bem como descobrir rapidamente algum erro.

Hoje o Linux não é apenas de qualidade e técnica aprofundada, mas também é capaz de abrir espaço para abrigar diversas formas, entre elas, o clicar, arrastar, video, som e diversão. Podemos realizar boa parte do que estamos acostumados a fazer em um SO proprietário no Linux com garantias ainda maiores de segurança e constante possibilidade de apreender ao ponto de personalizar o que for desejado.

Atualmente SO é sinônimo de computador. E pouco se sabe do Linux e seu crescimento nos computadores pessoais, em empresas de pequeno e médio porte ou mesmo, em corporações de peso. Espero aos poucos abordar mais sobre estes assuntos, não só de linux mas dos reflexos dele no meu dia a dia, na musica como a do Kraftwerk que será o próximo tema do meu post.

Nosso começo se faz por este conceito. Uma camada entre o ser humano e a maquina. Uma camada que foi capaz de mudar o dia a dia de muitos e que não possuir apenas Microsoft como sua fonte de operação.

Computer Liebe

Junho 14th, 2006

Um pouco de Linux com Kraftwerk!
Informatica, musica e Binários!

#! /bin/bash

echo “Computer Liebe”

Computer Liebe, Computer LiebeIch bin allein, mal wieder ganz alleinStarr auf dem Fernsehschirm, starr auf dem FernsehschirmHab heut nacht nichts zu tun, hab heut nacht nichts zu tunIch brauch ein Rendez-vous, ich brauch ein Rendez-vousComputer Liebe, Computer LiebeIch wähl die Nummer, ich wähl die NummerRufe Bildschirmtext, rufe BildschirmtextHab heut nacht nichts zu tun, hab heut nacht nichts zu tunIch brauch ein Rendez-vous, ich brauch ein Rendez-vousComputer Liebe, Computer Liebe

Computer Liebe